September 4, 2017
Especialistas afirmam que os corretores de seguros brasileiros podem “aprender” bastante com as grandes catástrofes naturais como o furacão Harvey, que está provocando grandes danos nos Estados Unidos.
O consultor Gustavo Mello, por exemplo, diz que uma das principais lições é a de que grandes eventos, em geral, provocam um efeito cascata. “É preciso considerar que ventos, alagamentos e explosões podem estar vinculados em tragédias desse porte”, observa, em entrevista ao CQCS.
Mello acentua que, no caso do Furacão Harvey, muitos moradores da região afetada por alagamentos não fizeram seguro para esse tipo de risco. “Com isso, menos de 30% das perdas estimadas, da ordem de US$ 42 bilhões, devem estar cobertos”, comenta.
Ele compara esse caso com os danos provocadas pelo furacão Katrina, que provocou danos acima de R$ 100 bilhões também nos Estados Unidos. Naquela ocasião, segundo Gustavo Mello, apenas 40% dos danos estavam segurados.
Já o consultor Sergio Ricardo destaca que o seguro é uma forma de tratar riscos expostos. “Assim, quando pensamos em perdas individuais, seja por um furacão como o Harvey ou por incêndio em uma residência, as pessoas afetadas tem perdas patrimoniais severas e precisam de proteção financeira para poder recompor as perdas e seguir em frente”, ressalta.
Ele diz ainda que, nos Estados Unidos, a percepção de risco é maior. Contudo, o próprio risco de baseia na probabilidade de ocorrência dos eventos e na magnitude das conseqüências. “Assim, mesmo que aqui as probabilidades sejam menores de, por exemplo, ocorrer um incêndio, as conseqüências em termos de perdas podem ser as mesmas”, frisa o consultor.
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