A Allianz realizou uma conferência de imprensa virtual na tarde de segunda-feira (13) com o Presidente da Seguradora, Eduard Folch, para falar sobre detalhes da aquisição das operações de automóvel e ramos elementares da SulAmérica. A atividade virtual teve a mediação da Superintendente de Comunicação, Sustentabilidade e Relação Institucionais, Daniella Satake.
Folch destacou que, mesmo com a pandemia, ele acredita na recuperação da economia em “v”, termo muito usado recentemente para definir uma retomada rápida após queda brusca da atividade. Para o presidente da Seguradoa, com a conclusão das operações a Allianz está pronta para fazer frente aos desafios do mercado de seguros do Brasil e reflete o quanto o grupo acredita no país.
O executivo apresentou números da operação comercial. “A aquisição da SulAmérica Auto e Massificados foi de R$ 3,18 bilhões. Essa transação amplia a participação nos negócios do Grupo Allianz para 8% nos ramos elementares na América Latina e o Brasil passa a ser responsável por 70% de todas as operações latinas da companhia. As duas companhias somadas terão a arrecadação em prêmios de cerca de R$ 7 bilhões e mais de um milhão de apólices. Com a compra, a Allianz passa a ocupar a segunda posição em automóvel e a terceira no ranking geral de ramos elementares”, informou Folch.
De acordo com o executivo, a partir de agora o foco estará concentrado na integração das duas empresas, pois o objetivo do grupo é que a Allianz seja uma Seguradora de referência no mercado brasileiro. “Esperamos obter com essa transação mais capital intelectual, expertise e um negócio completo. Com essa negociação recebemos produtos licenciados, um canal de distribuição consolidado, contratos com clientes e fornecedores, além de propriedade intelectual e tecnologia desenvolvida”.
A Seguradora pretende continuar trabalhando com os corretores de seguro, que constituem seu principal canal de distribuição. “Além de contarmos com os 27 mil corretores que já trabalham com a Allianz e a SulAmérica, também atuaremos com 62 assessorias”.
Ainda sobre o processo de integração das duas companhias, Folch tranqüilizou o mercado segurador destacando que a transição será feita em etapas graduais, respeitando a forma como os corretores de seguros estão habituados a operar e os aspectos culturais e conhecimentos de cada instituição.
Durante o evento virtual, foram feitos vários questionamentos ao executivo através de um chat ao vivo. O presidente da Allianz respondeu a duas perguntas do site Seguro Gaúcho. Confira a seguir.
Seguro Gaúcho - Após o inicio da pandemia as seguradoras estão sentido a diminuição significativa do número apólices de automóveis, já que reduziu muito a venda de veículos novos. Caso a quarentena permaneça por mais tempo do que o esperado, como a Allianz enfrentará esse dilema?
Eduard Folch – Acho que essa é uma resposta dupla. Realmente diminuiu o número de apólices dessa carteira no mercado segurador, mas o grupo Allianz cresceu um pouco nesse semestre. Um dos motivos de nosso progresso é que no início do ano fizemos adaptações daquilo que ofertamos ao mercado e encontramos produtos muito simples, fáceis e com interconexões bem rápidas de cotar.
No momento que ocorreu a pandemia os sistemas de nossa Seguradora estavam preparados e bastante acessíveis para a interação digital, tanto que em uma cotação de seguro auto na Allianz leva só 47 segundos para informar o valor. Já em relação a venda de automóveis novos, temos observado nas últimas semanas um aumento no número de cotações de seguros para esse tipo de veículo.
Nossa Companhia acredita que a recuperação econômica não deve demorar tanto tempo e a venda de carros novos acontecerá. Temos notado na Europa e nos EUA que devido à pandemia, várias pessoas que utilizavam transporte público por não possuírem veículo próprio, agora desejam adquirir um carro particular, pois têm receio de compartilhar o mesmo espaço por causa do novo coronavírus.
Seguro Gaúcho - Com a pandemia e o isolamento social prolongado, várias pessoas estão modificando hábitos e rotinas. As pessoas estão percebendo que não precisam tanto de seus próprios veículos para o dia a dia. Muitos já cogitam vender o carro ou diminuir o número de veículos quando existe mais de um na família. Isso não assusta a Allianz que pretende intensificar no Brasil a comercialização do produto seguro auto?
Eduard Folch – Eu não cogito um risco de queda dramática de venda de automóveis por dois motivos. O primeiro é que o modelo home office no ambiente de trabalho será híbrido e isso fará com que todos tenham que se locomoverem mesmo que um ou dois dias por semana. Obviamente que para esses deslocamentos serão usados automóveis.
A segunda razão é que em cidades medias e grandes existe um fluxo grande carros por causa das escolas. Quando tudo retornar ao normal haverá transito por causa do deslocamento dos alunos. Creio que muitos precisarão de carros pois evitarão compartilhar transportes com outras pessoas por medo da contaminação da Covid-19.
Saiba mais
Presente em 70 países, a Allianz é uma seguradora alemã que completa 130 anos em 2020. Seus principais mercados de atuação hoje são a Alemanha e os Estados Unidos.

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