O site Economia.IG informou nesta quarta-feira, 05/07, que em Cascavel, no Paraná, uma consumidora foi à Justiça após receber a cobrança indevida de parcelas de um seguro que não contratou, da empresa Unike Corretora de Seguros.
A Corretora apresentou uma ligação como prova de inocência mas a justiça entendeu a ligação como prova da infração e que a empresa agiu de má-fé. A empresa alegou que seguro foi contratado pela cliente por telefone. No entanto, a gravação mostra que a Unike ligou oferecendo serviços de “proteção premiada” e pedindo dados do cartão de crédito para conferir a titularidade.
Aos 4 minutos de gravação, a cliente afirma claramente não ter interesse na contratação, a funcionária, por sua vez, diz que os serviços seriam gratuitos.
“Em nenhum momento é informado à autora sobre preço ou características dos serviços. O áudio anexado aos autos evidencia uma estratégia de marketing abusiva já que, sem prestar todas as informações sobre o preço do serviço, passou a falsa impressão de que ele era gratuito e se tratava de um bônus à autora. Porém, na contramão do ofertado, os serviços foram cobrados”, mostra a sentença do juiz.
Para a justiça, foi violado o direito básico à informação. Agora, a vítima receberá indenização de R$ 2 mil, além de receber em dobro o valor perdido.
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