A edição do Mesa Redonda do Seguro do mês de Outubro recebeu o presidente do Conselho Administrativo da MAG Seguros, Nilton Molina.
Com uma vasta experiência no assunto, Molina explicou como ele vê a reforma da previdência pela qual passou o Brasil há pouco tempo. “A reforma como foi feita é absolutamente insatisfatória, ela continua prometendo benefícios muito acima da renda brasileira. Foi um grande passo, mas teremos outras reformas. Faço um prognóstico: daqui a 10 e 15 anos, o maior valor e previdência social será de, no máximo, um salário mínimo”.
Para os profissionais que possuem vontade de atuar nesse mercado, de vida e previdência, o executivo aconselhou: “Primeiro estude muito, passe a entender que as pessoas não são iguais, não dá para vender um seguro de vida igual para todo mundo, esses produtos tratam das famílias e das pessoas. Você tem que fazer um produto sob medida para as pessoas, você não pode ir para uma conversa sem ter pesquisado qual o perfil do cliente e da família que ele sustenta”.
Questionado sobre a facilidade de apresentar produtos de vida e previdência a um público mais jovem, ele afirmou: “Essas coisas não acontecem de um dia para o outro, tudo é um processo. O que significa você se comprometer com uma poupança a longo prazo? Significa se abster do consumo a curto prazo. Significa dizer ao cliente que 10 ou 15% do que ganha não pertence a ele. Hoje é mais fácil que ontem, mas amanhã será mais fácil que hoje”.
Molina também falou a respeito da necessidade de simplificar o seguro para que, assim, a penetração do mesmo seja maior: “Precisamos simplificar a linguagem. O que o indivíduo paga, a gente chama de prêmio, outra coisa chamamos de sinistro. Não adianta digitalizar a confusão, vai continuar confuso. Não adianta enviar um calhamaço para o cliente com as condições gerais do produto com 20 páginas, porque ele não vai ler”.
Outro assunto levantado a seleção da Simple2u, companhia, totalmente digital criada pela MAG Seguros para participar do Sandbox regulatório. Sobre o assunto, ele explicou “Não estamos olhando para o que iremos ganhar, se for bem feito, teremos resultado. Nossa grande motivação é a colaboração, entrar junto, fazer junto, para aumentar o mercado brasileiro de seguros e aproveitar para ‘colocar um pé’ nos ramos elementares”.
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