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VI Jornada de Seguros: César Saut avalia o cenário atual e projeta o futuro

O vice-presidente da Icatu Seguros e presidente da Rio Grande Seguros e Previdência, César Saut, foi pales ...



November 16, 2020

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O vice-presidente da Icatu Seguros e presidente da Rio Grande Seguros e Previdência, César Saut, foi palestrante de sexta-feira, 13 de novembro, da VI Jornada de Seguros do Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG RS). “Retrospectiva sobre 2020 e perspectivas para 2021: o que importa em vida?” foi o tema abordado pelo executivo. A mediação do encontro virtual foi da presidente do CVG RS, Andréia Araújo.


César Saut iniciou sua palestra afirmando que a pandemia constituiu-se em um fenômeno absolutamente peculiar que nunca havia ocorrido na história da humanidade. A pandemia, que causou até o presente momento 1,2 milhão de mortes no planeta, conseguiu parar o mundo. Entretanto, o grande fenômeno da crise decorrente da Covid-19 é a comunicação. “Cerca de 4,57 bilhões de pessoas no mundo têm acesso à internet, ou seja, mais de 50% da população mundial está conectada em tempo real. E o grande fenômeno diferente de qualquer outra crise que tenhamos vivido é a questão da comunicação”.


Ao fazer referência a evolução do fator dominante da humanidade, Saut observou que em outras épocas o domínio existia pela força física e capital, mas que na atualidade acontece através de outra forma. “Agora a gente viu uma terceira onda que é absolutamente irreversível: a informação, a conexão e a capacidade de utilização de dados. Esse três elementos fazem a força se estabelecer ou o capital ser potencializado”.


Ao destacar a importância da transformação digital existente, o palestrante observou que se essa mesma pandemia acontecesse 20 anos atrás, não seria possível a uma empresa desenvolver suas atividades plenamente com 2000 funcionários atuando em home office. “As pessoas estão podendo realizar de dentro de suas casas transações financeiras, comprar seguros e fazer aportes em seus planos de previdência. Imaginem se em vez de sermos afetados pela Covid-19, fossemos impactados por um vírus que atingisse a internet e que como conseqüência, de um dia para o outro ninguém tivesse acesso a internet e comunicação digital! Como seria a vida da população sem conseguir acessar a própria conta corrente ou a comprar e vender?”.


O vice-presidente da Icatu ainda avaliou como bastante prejudicial ao Brasil o debate de extremos que ocorreu diante da pandemia que afetou de forma abrupta as atividades econômicas e as relações sociais e profissionais. “A polarização alimenta a ignorância. A discussão economia ou vida, esquerda ou direita, remédio A ou remédio B foi das menos inteligentes que poderíamos ter realizado. A discussão de extremos é improdutiva para o desenvolvimento do país. A beleza do entendimento é discutirmos meios e formas para que consigamos acolher o maior número de pessoas”.


César Saut disse que a pandemia trouxe aprendizados significativos, mostrando para a sociedade que todos os seres humanos são frágeis e finitos. O executivo observou que para os seguradores a nova realidade apresentou questionamentos importantes. “Quem deve ser o público alvo das Companhias? Para quem devem ser desenvolvidos os produtos? Quem é o cliente potencial? Respondo que absolutamente todas as pessoas que de uma forma ou de outra foram afetadas pela disseminação mundial dessa nova doença precisam de alguma solução que passa pelo mercado segurador. E o mercado disponível é absolutamente amplo e promissor”.


Quando explanou a respeito de suas principais preocupações com relação ao cenário futuro, Saut argumentou que o país precisa avançar em questões importantes como geração de eficiência da máquina pública e melhoria da educação do Brasil. “A chave de tudo está atrelada a reformas administrativas, estruturais e a educação. Precisamos entender que vivemos num mundo dinâmico em que os ciclos são curtos. O indivíduo hoje tem que possuir a capacidade de aprender, desaprender e reaprender. As pessoas precisam ter uma humildade latente para compreenderem que sabem pouco e que seus conhecimentos são transitórios”.


César Saut considera absolutamente acertada a decisão de governo federal de ter concedido o benefício do Auxílio Emergencial como forma de proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do novo Coronavírus. O executivo disse também que a transformação digital é uma ferramenta que está sendo importante para tudo. Entretanto, ele fez observações sobre esse fato que são preocupantes para os trabalhdores.


“Até 2021 a tecnologia de automação vai substituir quase 4 milhões de empregos. Para o próximo ano existe a perspectiva de uma redução de 2,3 milhões de novos empregos e a eliminação de 1,8 milhões de vagas. Quem serão os trabalhadores que ocuparão as vagas do futuro? Essa ameaça é complicadíssima em um país com 14% da população economicamente ativa desempregada. De acordo com a FGV, 69,39% das pessoas tiveram perda na renda mensal devido a pandemia”, ponderou.


O palestrante apresentou números projetados pela economista da Icatu Seguros, Victória Werneck, em que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve cair 4,9% em 2020, mas a expansão no próximo ano deve ser de 4,5%. “É uma perspectiva positiva em um ano quase que catastrófico. A Selic, que já foi de 14%, hoje está em 2%. Para 2021, a projeção é de que fique em 3,2%”.


Saut citou projeção do FMI para 2021 em que o mundo terá uma média de crescimento de 5,4%, enfatizando que o crescimento nos países desenvolvidos deverá ser de 4,6% e de 5,9% nos países emergentes: “e o Brasil deve crescer, de novo, menos que o mundo. Todos nós deveríamos nos preocupar. Por isso volto ao tema educação”.


Mas apesar de citar índices e dados que demonstram o quanto a produtividade e a eficácia brasileira poderiam ser maiores, o palestrante mostrou ter uma visão otimista quanto ao futuro da nação. “Temos grande potencial e capacidade. Este país ainda será muito grande. Tem mercado para absolutamente tudo e quem operar com propósito irá resistir ao tempo e crescer. Por isso é importante pensar o que vamos fazer com as experiências da pandemia”.


Ao final do evento virtual o palestrante enalteceu as parcerias, a valorização do capital humano e a capacidade de saber lidar com várias questões como digitalização, inovação, a forma de se relacionar com os grupos de risco, a administração e a integração do home office com o trabalho híbrido. “Tem sido um ano muito duro, mas temos de acreditar em pessoas, no mercado de seguros e sua potencialidade, além desse país”.





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