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Tóquio 2020: a Olimpíada da pandemia afastou os torcedores dos locais de competição

Faltavam apenas seis meses para o início dos Jogos Olímpicos de Tóquio, quando o mundo foi surpreendido co ...



August 9, 2021

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Faltavam apenas seis meses para o início dos Jogos Olímpicos de Tóquio, quando o mundo foi surpreendido com a descoberta do novo coronavírus, na China. O vírus, que causa a doença chamada Covid-19, foi inicialmente subestimado por governantes, políticos e por uma parte considerável da sociedade mundial. Só que o tempo passou e o novo coronavírus tomou grandes proporções, causando lotações de hospitais e mortes. Com uma velocidade de contágio impressionante se disseminou por todo o planeta, obrigando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificá-lo como pandemia, no dia 11 de março de 2020.


A partir do início da pandemia o mundo diminuiu de forma abrupta e considerável suas atividades, fechando estabelecimentos de comércio e serviços que lidam com o público. O planeta parou e o avanço exponencial da doença cancelou todo tipo de evento inclusive as competições esportivas. E até mesmo as Olimpíadas foram suspensas. Depois de muito estudo e reflexão a respeito da situação inédita e extremante crítica, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu remarcar a competição, determinando que o evento fosse realizado de 23 de julho a 08 de agosto de 2021.


Mas a pandemia cresceu e vitimou pessoas de todas as idades e etnias. O desenvolvimento de vacinas efetivas no combate à Covid-19 surtiu efeito na medida em amenizou a situação, dando esperanças para a humanidade. Só que é impossível vacinar toda a população mundial num curto espaço de tempo.


Devido as medidas de restrição por conta da pandemia de Covid-19, o Comitê Organizador da Olimpíada de Tóquio decidiu, em março de 2021, que o evento não teria a presença de estrangeiros por conta dos temores quanto as variantes do novo coronavírus. E a proibição de torcedores estrangeiros impossibilitou algo que é magnífico e muito característico no maior evento esportivo do mundo: a ampla convivência entre os povos. Dessa vez, tailandeses não puderem se aproximar de espanhóis e interagir, trocar olhares e sorrisos, afinal de contas nenhum deles estava no Japão. Embora os modernos aparelhos celulares facilitem o ato de fotografar, não houve espaço para o registro de imagens da mais pura interação das nações. Japoneses, chilenos, australianos, mexicanos e croatas não puderam permanecer lado a lado, por breves instantes, para as tradicionais fotos que percorreriam o mundo nas redes sociais.


Na RIO 2016 e em todas as edições anteriores do evento sempre acontecia a festa dos povos, que é a confraternização contagiante que evidenciava a alegria estampada no rosto dos torcedores de todos os continentes. Essa interação de turistas de todo o mundo não acontecia apenas nas arenas de competição, no parque olímpico e até mesmo nos meios de transporte utilizados pelos estrangeiros para seus deslocamentos. Numa Olimpíada os torcedores não comparecem apenas para vibrar pelos atletas de seus respectivos países, mas também para celebrar a vida e o clima de entretenimento que envolve o evento.


Entretanto, os problemas decorrentes da pandemia ficram mais complicados e no mês de julho o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio e o governo local anunciaram oficialmente a proibição da presença de público durante a realização das Olimpíadas. A medida coincidiu com o novo Estado de Emergência decretado no Japão e que vai durar até o dia 22 de agosto. Como conseqüência, arenas, estádios e todos os locais das disputas esportivas ficaram sem a presença de público. Até as cerimônias de abertura e encerramento não puderam receber torcedores. Faltaram a vibração, o grito e o incentivo que sempre estimularam e influenciaram os atletas de todas modalidades.


A Olimpíada de Tóquio pode ter sido o evento da inclusão, da diversidade e da participação mais efetiva do Brasil, que bateu seu recorde de medalhas com 21 pódios, sendo 7 de ouro, 6 de prata e 8 de bronze. Foi também o evento em que mais se debateu a analisou o lado emocional dos atletas. Mas acima de tudo, foi nessa edição dos jogos que todos vivenciaram uma situação inédita e extremamente impactante: a ausência total de torcedores, tanto os estrangeiros como os japoneses. Com as arquibancadas vazias foi possível perceber a importância da torcida nas disputas esportivas, pois embora o torcedor não atue diretamente na competição ele faz parte do espetáculo e sua ausência ofuscou o maior evento esportivo do mundo.


Mesmo assim os atletas dedicaram-se ao máximo nas disputas e foi possível perceber a emoção dos desportistas no final de cada competição. Felizmente a tecnologia possibilitou que toda a população mundial acompanhasse as competições pela televisão e também através das outras mídias. Embora os estádios e as arenas estivessem vazios, não faltaram emoções aos torcedores de todo o mundo.


A próxima edição dos Jogos Olímpicos será realizada daqui há três anos em Paris. Esperamos que até lá que os problemas decorrentes da pandemia estejam completamente equacionados. Afinal de contas, a cidade luz merece iluminar o rosto de cada torcedor estrangeiro que comparecer ao maior evento do desporto mundial. Celebrar o esporte é celebrar a vida.


Confira abaixo vídeo de torcedores estrangeiros na RIO 2016. 








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