O escritório Agrifoglio Vianna Advogados Associados está em festa ao completar 30 anos no dia 4 de outubro de 2021.
Tradição e pleno reconhecimento na área cível, com ênfase em Direito Securitário, são características que definem bem a empresa fundada pela advogada Laura Agrifoglio Vianna em 1991. Confira abaixo algumas recordações da sócia diretora do escritório sobre fatos e acontecimentos que fazem parte da trajetória de um dos mais conceituados escritórios de advocacia do setor de seguros.
Laura iniciou sua carreira de advogada no Departamento Jurídico de uma grande Seguradora gaúcha. Embora jovem, rapidamente chegou ao comando do Departamento. Com seu perfil empreendedor, adaptou-se à nova política da empresa, que previa a terceirização dos serviços e abriu o seu próprio Escritório, para atender as causas desta seguradora no Rio Grande do Sul.

Surgia assim o Escritório Agrifoglio Vianna Advogados, que, não muito tempo após, já ampliou sua atuação para atender todo o território nacional. Logo vieram outras Seguradoras e também Bancos e Financeiras. A advogada considera estimulante e desafiador o trabalho no segmento jurídico voltado à área de seguros: “é um ofício que se renova sem cessar, exigindo constante atualização e busca por soluções, tanto aos prestadores de serviços como para as seguradoras”.
A então jovem advogada enfrentou obstáculos no início de sua carreira, chegando a trabalhar em diversas áreas, incluindo a esfera tributária e a criminal. “Eu tinha dois filhos pequenos, precisava adquirir experiência e construir minha carreira profissional. Na época, eu não podia selecionar clientes e atuava nas causas que apareciam.” Outro ponto de destaque foi a sua atuação precursora como mulher em um mercado até então quase que exclusivo de homens: “Quando eu comecei, as reuniões que fazia eram praticamente só com o público masculino. Lembro-me, quando surgia uma questão no Sindicato das Seguradoras, o nosso saudoso Dir. Junqueira me conduzia à reunião mensal do Sindicato e eu me via como única mulher, que precisava demonstrar minha capacidade e firmeza de opiniões ”.
Em três décadas de existência, o foco principal do Agrifoglio Vianna sempre foi prestar serviço às seguradoras, realizando consultoria especializada na regulação de sinistros, na análise de contratos e pareceres diante das questões relativas à corretoras, segurados, beneficiários e terceirizados.
Durante toda sua trajetória o escritório Agrifoglio Vianna passou por diversas fases, chegando a viver alguns momentos desafiadores ao longo das muitas crises econômicas vividas pelo País: “Tivemos períodos de altos e baixos. Entretanto, pela força divina e por perseverança, sempre conseguíamos um cliente novo ou surgia uma ação judicial robusta que possibilitava nossa retomada no caminho do crescimento. Entendo que a resiliência é um dos principais atributos para um profissional e para uma empresa.” A credibilidade e a confiança que o Agrifoglio Vianna adquiriu ao longo dos anos podem ser compreendidas no relato de sua sócia fundadora. “Considero um dos fatos mais notáveis de nossa atuação a fidelização dos clientes. Uma seguradora cliente nossa, por exemplo, já foi vendida em três ocasiões, mas a cada nova gestão, a opção foi de permanecer com o Escritório.Isso é muito raro, pois, usualmente, os novos gestores já têm os advogados de sua confiança”, assegura Laura.
Embora a sociedade tenha evoluído e passado por transformações nas mais diversas esferas, a advogada observa que desde a época em que ela se graduou em Direito, no ano de 1984, ainda existem algumas questões cujos conflitos perduram. “Uma doença preexistente não declarada pelo segurado é o exemplo típico que continua provocando debates e contendas judiciais. Nesse caso, refiro-me a Súmula 609 do STJ em que a seguradora tem que exigir exames do proponente, do contrário como ela não conseguirá provar a má-fé do segurado. Porém, a prova da má-fé é muito difícil de ser feita, por sua extrema subjetividade”.
Do alto de sua experiência acumulada em mais de três décadas de atuação profissional no setor, a advogada avalia que, por vezes, é difícil superar o entendimento enviesado de que as companhias seguradoras são privilegiadas, possuem muito dinheiro e não querem pagar os sinistros: “isso é um arquétipo equivocado, pois sabemos que as seguradoras pagam muito. Existe ainda uma batalha árdua e contínua para fazer valer e entender o que é um contrato de seguro”.
Ao analisar a evolução das demandas jurídicas ao longo dos anos no setor de seguros, Laura considera que ocorreram alterações significativas e que existem muitos magistrados que estão aprendendo a respeito do direito securitário. Atualmente, os magistrados estão mais abertos ao debate. O seguro de vida relacionado a morte por suicídio é um exemplo, já que antes o ato suicida era sempre considerado involuntário, gerando a condenação judicial ao pagamento, ainda que se tratasse de risco excluído da apólice e posteriormente na lei civil. Agora, a situação modificou-se, pois, após muita luta, veio a ser reconhecido o acerto do critério objetivo adotado na lei: nos dois primeiros anos de vigência, não há cobertura; porém, decorrido este período, a seguradora não poderá negar o pagamento, mesmo que a morte tenha sido deliberada e, tecnicamente, não se configure um risco – evento futuro e incerto.
O êxito do escritório pode ser atribuído a vários fatores, muitos deles relacionados ao aprimoramento e a capacitação contínua que são marcas da filosofia que Laura implantou ao longo dos anos no Agriflogio Vianna. “Fizemos uma jornada de atualização e otimização de procedimentos, de integração de novas pessoas e ainda de controladoria que não existia antes, como sistemas das empresas, sistemas internos, programas de protocolos das peças processuais dos processos em andamento” relata Laura que comanda um escritório que possui 31 colaboradores na atualidade.
Mas, além do sucesso de seu escritório, Laura guarda em sua memória momentos especiais que perpassam seu lado profissional e atingem aspectos pessoais e existenciais. Para a advogada, o que mais a motiva a prosseguir é a energia do pessoal que trabalha na Agrifoglio Vianna. “Posso contar com o apoio constante de meus filhos José Pedro e Miguel. Tenho parceiros de longa data, que atuam no escritório há muito tempo. O Lúcio Bragança está trabalhando comigo há mais de 20 anos e o Rodrigo Abarno há 15 anos. Isso é muito positivo”, argumenta Laura. Além disso, conta com pessoas muito dedicadas e de grande capacidade que chegaram para contribuir muito, como o advogado Marcelo Camargo, a Fernanda Machado, a nossa Gerente Financeira, Suelen Duarte, a Gerente da Controladoria, Natália Gil. Os advogados mais jovens também estão se revelando excelentes e cooperativos. Ela relembra que ainda hoje recebe visitas de advogados que atuaram em sua empresa e que são gratos pelo aprendizado e pela ótima convivência no ambiente de trabalho: “É gratificante conversar com pessoas que tecem palavras elogiosas sobre a oportunidade que tiveram lá no Escritório, de crescerem, se desenvolverem e, acima de tudo, se aprimorarem como profissionais e como seres humanos”, ressalta Laura.
Histórias, recordações e reconhecimentos que fizeram e fazem parte da trajetória exitosa de 30 anos de uma empresa que é referência no Direito Securitário.
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