Neste ano de 2021, Carlos Josias Menna de Oliveira está completando cinco décadas de atividade profissional em uma carreira totalmente direcionada ao setor de seguros. Sua trajetória começou no ano de 1971 quando trabalhou em Seguradoras e Corretoras, mas foi a partir de 1983 que Josias passou a atuar como advogado especialista em Direito Securitário. Em toda sua jornada no segmento somam-se aprendizados e vivências que o credenciam a avaliar e projetar o setor de seguros.
O advogado presenciou uma mudança significativa e revolucionária que atingiu primeiro o ramo de seguros e depois o Direito Securitário, que foi o advento da tecnologia, do computador. “No tempo em que eu ingressei no ramo, a máquina de datilografia era o nosso PC. Vivíamos do mimeógrafo, do cartão proposta preenchido a mão, da vistoria personalizada e do aviso de sinistro feito no balcão da Seguradora. Era uma época primitiva se comparada aos recursos que existem hoje, pertencíamos a um ambiente em que os equipamentos e aparelhagens representavam a tecnologia mais avançada daquele período. Quando surgiu a máquina elétrica foi um negócio maluco, depois apareceu a máquina eletrônica”, relembra com certo saudosismo.
Josias recorda que no período em que aconteceu a revolução tecnológica dos computadores as Companhias de Seguros, cujas filiais de Porto Alegre tinham 100, 150 ou mais colaboradores, começaram a demitir grande parte de sua força efetiva. Diante dessa situação, num primeiro momento o desemprego parecia ser devastador, mas em pouco tempo surgiram empresas terceirizadas para atender aos departamentos que foram extintos nas Companhias. “O mundo corporativo foi se transformando e se adaptando à nova realidade, tanto que várias pessoas que a princípio ficaram desempregadas depois passaram a atuar como terceirizadas e muitas cresceram profissionalmente. Agora estamos na era do Open Insurance, Open Banking e as pessoas estão se acostumando a essas terminologias que representam uma nova realidade”.
Na avaliação do advogado, o mundo tem como característica se reinventar e o setor de seguros também. Do alto de sua experiência adquirida em cinco décadas de atuação profissional, Josias pode afirmar que as empresas que não se modernizaram acabaram fechando suas operações. “Estão ocorrendo mudanças gradativas na concepção do trabalho ligado ao ramo de seguros e também de mentalidade. Os corretores e os seguradores estão começando a entender que trabalham no mesmo segmento, possuem objetivos comuns e que precisam estar unidos para gerar mais valor a operação, bem como aumentar a produtividade, o trabalho e número de empregos”.
Na sua visão, o impacto das alterações que acontecem no mundo ao longo das décadas, modifica a sociedade, influenciando comportamentos, hábitos e costumes: “daqui a 50 anos o mundo será diferente daquele que vivemos hoje. Portanto, as novas gerações precisam ser preparadas para a realidade futura”. Quando reflete sobre o futuro de seguro, Josias argumenta que o produto vida sempre existirá e que ele deverá crescer, mas em sua avaliação existe uma modalidade que vem aumentando muito sua oferta. “Numa reunião almoço da ANSP em 2015 eu assisti a uma palestra do ex Ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega. Sua explanação foi espetacular e na época ele afirmou que o futuro do seguro estaria no agronegócio. E atualmente o agronegócio está no auge”, destacou o advogado.
Com relação às perspectivas para o mercado segurador, Josias pode observar que o setor se adaptou rapidamente diante das modificações impostas pela atual conjuntura. “Nosso segmento se adequou muito mais rápido do que na época em que ocorreu o advento do computador. Isso significa que as novidades estão cada vez mais fáceis de ser assimiladas. O mercado se preparou e já está operando com o novo ambiente regulatório. O ramo de seguros se qualificou bastante e as pessoas estão mais experientes e capacitadas”.
Ao fazer projeções para o futuro do setor, Josias é otimista. Em sua opinião as pessoas precisam se adaptar as modificações e compreender que a revolução tecnológica surgiu para facilitar a vidas de todos. Para ele, na esfera jurídica as alterações também estão acontecendo e atualmente os procedimentos judiciais estão ocorrendo quase que em sua totalidade de forma eletrônica: “as citações e as intimações estão começando a ser realizadas por whatsapp. E o maior exemplo disso é que nesse período pandêmico os escritórios de Direito funcionaram de forma plena. Desde o início da pandemia o C.Josias & Ferrer apresentou uma produtividade advocatícia igual ou até maior que existente antes do início do isolamento social”.
Ele considera que mundo está mais rápido e que as pessoas passam a caminhar de acordo com a velocidade da esteira. “Falo dos advogados do C.Josias & Ferrer, mais sei que essa realidade também é aplicada aos outros escritórios. Existe mercado para todos os profissionais que são competentes”, conclui Josias.
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