A Porto Seguro se prepara para expandir para fora do eixo Rio-São Paulo sua operação no setor de saúde. Segundo o presidente da seguradora, Roberto Santos, a ideia é chegar às capitais do Sul no ano que vem e também a Brasília. Esse passo, porém, se dará de forma orgânica, ao contrário do que outras operadoras de saúde têm feito nos últimos anos.
“A gente opera em São Paulo e Rio de Janeiro, e a intenção é expandir primeiro pelo Sul”, disse Santos ao Broadcast. “No próximo ano, a gente imagina operar na Grande Porto Alegre, Curitiba e em Santa Catarina. E em Brasília também”, afirmou.
Segundo ele, a expansão deve ser orgânica, ou seja, sem aquisições, porque as oportunidades de aquisição na região estão mais escassas. Nos últimos anos, operadoras como a Notre Dame Intermédica (que tem modelo de negócio verticalizado, diferente do da Porto); compraram operadoras regionais, inclusive no Sul, muitas vezes pagando valores considerados altos pelo mercado.
“As operadoras regionais praticamente todas são verticalizadas, e a nossa estratégia não passa por uma verticalização. A gente está trabalhando em uma ‘verticalização virtual\”, disse o executivo. A Porto Seguro sempre preferiu atuar no sentido de melhorar a gestão médica, o que exige maior proximidade com os hospitais. Por isso, teve cautela para se expandir.
“É difícil reproduzir isso em nível nacional. A gente está criando um modelo, usando inteligência artificial: com todo o histórico que temos em São Paulo, expandir para outros lugares”, disse. Por este motivo, ressaltou, a expansão se dará em fases.
Por enquanto, a Porto vem colhendo resultados positivos na vertical. No trimestre, a carteira de vidas chegou a 1,1 milhão, alta de 11,2% em base anual, e as receitas se expandiram 20%, para R$ 593 milhões. Segundo a companhia, este foi o quinto trimestre consecutivo de expansão da carteira de vidas.
A sinistralidade do seguro saúde, porém, subiu 12,7 pontos porcentuais em um ano, para 89,9%. Segundo a Porto Seguro, a alta ocorreu pela retomada de procedimentos eletivos e pelas internações relacionadas à pandemia da covid-19. Sem estes fatores, a sinistralidade teria sido de 73,9%. Em linha com outras seguradoras, aliás, a Porto reportou uma queda considerável nas internações por covid entre seus segurados, o que deve ajudar nos resultados à frente.
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