O diretor do Seguro Gaúcho, Luiz Felipe Paradeda, participou do programa Mesa Redonda do Seguro no canal do CQCS no Youtube, na tarde terça-feira, 30 de novembro. Junto a jornalistas e profissionais da mídia ligados ao setor de seguros, Paradeda entrevistou o presidente da Porto Seguro, Roberto Santos. A mediação do programa virtual foi de Paulo Kato, editor executivo da Revista Cobertura.
Em sua primeira intervenção, Paradeda perguntou qual é a expectativa da Porto Seguro em relação a abertura da área de saúde na região sul e para quando está prevista essa operação? Santos respondeu que a Companhia opera atualmente no seguro de saúde nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro por uma questão de eficiência da gestão médica. De acordo com o presidente da Porto Seguro, desde o início do ano está ocorrendo a reorganização da Companhia em verticais de negócios. “Ao darmos um foco especial no produto saúde estamos construindo uma plataforma operacional para o business com foco em contratação e explorando a expertise adquirida na gestão médica, para colocar tudo isso em um modelo que contemple inteligência artificial e utilização de dados. Isso permitirá uma expansão gradual de nossa operação para outras praças. No segundo semestre deveremos expandir para Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília”, explicou Santos.
Paradeda argumentou que o seguro de vida teve alta de 32% quando comparado aos doze meses entre setembro de 2020 e agosto de 2021 com o mesmo período entre 2018 e 2019. Além disso, o seguro patrimonial (que inclui sobretudo a proteção de residências, condomínios, empresas) reforça essa percepção, pois cresceu 25% no mesmo intervalo de tempo. Diante dessa nova realidade, o diretor do Seguro Gaúcho questionou se esse crescimento é proveniente da pandemia ou representa uma tendência normal do mercado que deverá manter-se ou até mesmo expandir.
Roberto Santos afirmou que as carteiras de vida e residencial já vinham crescendo, mas que a pandemia acelerou essa tendência. “Embora a pandemia tenha causado muitas perdas, o legado que ela deixou para nosso setor é que as pessoas passaram a sentir a proximidade do risco e isso fez com aumentasse a consciência delas para buscarem a proteção em seguros de vida. Creio que as pessoas seguirão essa tendência. Ninguém esquecerá essa realidade que alterou a história da humanidade nos últimos dois anos”, argumentou o presidente da Porto Seguro. Para ele o seguro residencial também foi impactado pelo isolamento social provocado pela Covid-19: “o fato de a população ter ido para dentro de suas casas trouxe uma proximidade com o lar e todos passaram a valorizar mais a própria residência e compreender a importância dos serviços assistenciais que são oferecidos nesse tipo de seguro. Também é um legado que fica”.
O executivo da Porto Seguro ainda foi entrevistado por Nicole Fraga, Revista Apólice; Márcia Kovacs, Insurance Corp; Sueli Santos, CQCS; e Júlia Senna, JRS. Confira na íntegra o programa Mesa Redonda do CQCS.
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