Custo inicial de impermeabilização chega a custar de 1% a 3% do custo em uma obra residencial
O concreto não é 100% impermeável, e quando chega a época das chuvas, alguns problemas se agravam. É quando começam a aparecer as manchas nos apartamentos da cobertura, a goteira na garagem, o mofo nas paredes e a pintura descascada na fachada. Muitos desses transtornos podem estar relacionados com a falta de impermeabilização. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI); a cada dez pessoas que procuram produtos para esse tipo de obra, sete já estão com graves problemas de infiltração. Só para se ter uma ideia, o custo inicial da impermeabilização, previsto em uma obra residencial, varia de 1% a 3% do orçamento total, enquanto os gastos futuros, decorrentes da má impermeabilização ou da falta dela, podem superar os 12%.
“Pequenas infiltrações, mofo e bolor são como uma febre baixa que avisa ao corpo que temos um problema. E se não cuidarmos, teremos sérios desdobramentos. Manter a proteção da impermeabilização evita a aceleração dos desgastes e, em consequência, a necessidade de refazê-la”, afirma o coordenador da Cipa Síndica, Bruno Gouveia.
Encarada muitas vezes como uma obra dispensável, muitos administradores só lembram que precisam proceder à impermeabilização quando aparecem os problemas. No entanto, a prevenção é sempre o melhor remédio, inclusive para o bolso.
Segundo Gouveia, a infiltração é um dos casos mais complexos para se resolver em um condomínio, isso porque a água acha caminhos que dificultam muito a identificação da origem do problema.
“Culturalmente, a obra de impermeabilização é adiada. A falta de conhecimento e o custo, muitas vezes elevado pelo tempo sem intervenção, aumentam a complexidade. Para que isso não ocorra, precisamos ser assertivos na intervenção, pontual ou geral, para sanar o problema”, explica o coordenador da Cipa Síndica.
Para Gouveia, estar com a manutenção sempre em dia e fazer as obras com empresas especializadas é fundamental para ter uma impermeabilização eficiente. Ele sugere que os síndicos pesquisem sobre as empresas e exijam delas certidões, documentos e atestados técnicos antes de fechar um contrato. “O barato sempre sai mais caro quando o serviço é feito por aventureiros. Além disso, obras bem-feitas aumentam a longevidade do imóvel e melhoram a qualidade de vida dos moradores, visto que o excesso de umidade pode provocar uma série de problemas de saúde, em especial, os respiratórios”, destaca Gouveia.
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