Perdas nas lavouras por questões climáticas resultam em pagamentos de R$ 9,5 bi até agosto
O seguro rural enfrenta o cenário mais desafiador de toda a sua história. Depois de uma perda recorde em 2021, as seguradoras lidam novamente com prejuízos significativos em 2022, com danos nas lavouras de soja e milho, carros-chefes da produção de grãos. Em 2021, as indenizações pagas aos produtores totalizaram R$ 7,1 bilhões, alta de 94% em relação a 2020, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep); consolidados pela CNseg, a confederação nacional das seguradoras. Até agosto deste ano, as indenizações pagas já somam R$ 9,5 bilhões, alta de 131,6%. Para se ter uma ideia, esse valor é maior do que as seguradoras arrecadaram nos primeiros oito meses de 2022, de R$ 8,9 bilhões, 45,4% maior comparado ao mesmo período do ano anterior.
“Precisamos que se confirme para o ano que vem recursos do PSR na ordem de R$ 2,2 bilhões para garantir o seguro rural para a safra brasileira, que tem salvado o PIB”, afirma Laura Neves, CEO da AgroBrasil Seguros, braço da Essor Seguros. Segundo Neves, na última reunião com o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos, em julho, o setor solicitou que ela levasse aos novos eleitos – deputados estaduais, federais e governadores – para que suas regiões desenvolvam o seguro rural com programas próprios de fomento para os produtores rurais a nível estadual e municipal. “Estamos confiantes nesta jornada. Temos que procurar novos desenhos de produtos, inovar, dimensionar, achar o equilíbrio que impacta no sinistro do produtor”, sugere Neves.
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