Executivos da Allianz, Bradesco, HDI, Tokio Marine e SulAmérica afirmam durante Md&T que a venda digital seguirá com a consultoria do corretor de seguros, apoiada pelas assessorias
O terceiro e último dia do evento de Marketing Digital & Tecnologia realizado pela Aconseg-SP abordou o tema “Vendas de seguros de forma digital”. Ao mesmo tempo em que se fala da importância da digitalização e dos processos automatizados, cresce a relevância da figura do corretor de seguros como consultor do segurado.
“Não vejo a venda sem o corretor de seguros. A HDI Seguros não vende sem o corretor. O phygital é o que o corretor já faz hoje. Os clientes adoram personalização. O mistério está em como coloco esse relacionamento um a um e tento ganhar um pouco de escala”, argumentou Eduardo Dal Ri, presidente da HDI Seguros.
Para ele, é necessário criar estratégias para que o corretor tenha mais braços e voz para que a venda digital acompanhe a essência de atendimento do corretor.
“Sempre acreditamos na relevância do corretor como consultor e distribuidor dos nossos negócios. Não temos a pretensão de fazer 100% vendas digitais. O que temos são iniciativas para aprender em canais e trazer a informação para o corretor para que ele possa se servir dos dados e oportunidades para gerar mais negócios com seus próprios clientes”, defendeu Karine Barros, diretora executiva comercial da Allianz Seguros.
Na visão da executiva, o phygital simboliza uma adaptação da tecnologia ao atendimento presencial que não vai deixar de existir. “Precisamos combinar o melhor que a tecnologia pode trazer, tanto em termos de disponibilidade como em acesso de informações. O mercado tende a se transformar, mas usando tudo o que o digital tem de bom para permitir a relação física de forma mais preparada e com mais qualidade. Uma não irá substituir a outra. Isso não faz sentindo num mercado tão competitivo como o nosso, com ofertas tão distintas, e que o cliente pode escolher errado.”, acrescentou.
Flávio Otsuka, diretor de Estratégia de Crescimento e Marketing da Tokio Marine, aproveitou para destacar que venda digital não é venda direta. “Às vezes, esses conceitos se confundem. Os processos têm que ser digitais para criar uma jornada com menos atrito para o consumidor. Não vendemos commodity, em que só o preço irá definir. Os produtos de seguros exigem consultoria. A posição da companhia é a de que o canal corretor será sempre fundamental para a venda de seguros”, defendeu Otsuka, para quem sempre haverá uma combinação do melhor do mundo físico com o papel do corretor com os processos digitalizados.
Fabio Dragone, diretor de Inovação e CX da Bradesco Seguros, ressaltou que toda venda será digital A diferença é que é digital com o corretor ou pode ser um autosserviço do cliente. “Precisamos melhorar as jornadas e focar para que a experiência do corretor seja facilitada, para ele conseguir vender e cotar um seguro em dois ou três cliques, da mesma forma que uma Amazon vende para o cliente final, ele precisa ter a experiência facilitada”, expôs Dragone.
Além disso, segundo ele, é necessário perguntar cada vez menos para o cliente, ao mesmo tempo em que o corretor sabe mais.
Marcelo Mello, VP da SulAmérica, também afirmou que a seguradora não tem planos de vender seus produtos de forma direta. No entanto, o setor deve trabalhar para levar uma experiência semelhante à de outros setores.
“Quando olhamos o segmento de Vida, que tem uma penetração no Brasil de 0,5% do PIB, precisamos ajudar o parceiro – corretor e assessoria em seguros – em uma estratégia de massificação com soluções digitais. Essa é a nossa estratégia”.
VEJA TAMBÉM
Para Tatiana Algodoal, cancelamentos de cobertura são mecanismo previsto no mercado, mas impactos sobre ar ...
Nova funcionalidade permite realizar cotações de Apólices Avulsas Nacionais em cerca de 30 segundos por me ...
Na campanha "Crédito Premiado Tudo No Bolso", válida até 16 de março, trabalhadores com carteira assinada ...



