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Miliopã: A luta da marca para se reerguer após a cheia que devastou Eldorado do Sul

A enchente que assolou o Rio Grande do Sul em maio, deixou um rastro de destruição por onde passou, atingi ...



August 20, 2024

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A enchente que assolou o Rio Grande do Sul em maio, deixou um rastro de destruição por onde passou, atingindo comunidades, famílias e empresas de maneira impiedosa. Em Eldorado do Sul, a tradicional fábrica de salgadinhos Miliopã, no mercado desde 1990, foi uma das vítimas desse desastre natural. Maurício Campos Roxo, sócio e gerente de produção da indústria, compartilhou o difícil caminho que a empresa está percorrendo para se reerguer após a tragédia.


Inundação e destruição total


Na noite fatídica em que as águas começaram a invadir a empresa, a equipe não imaginava a magnitude do problema que enfrentariam. “A água invadiu a Miliopã e permaneceu dentro dela por 14 dias, molhando quase todos os insumos. Perdemos toda a farinha, embalagens, óleos e fardos que estavam estocados. O andar térreo do prédio ficou tomado por barro, motores e equipamentos foram derrubados pela correnteza, fazendo com que 90% do maquinário ficasse submerso”, relata o empresário.


As perdas materiais foram imensas, sem nenhum tipo de seguro, os prejuízos beiram os 25 mil reais. Deste montante, 17 mil representavam insumos essenciais para a produção. “A indústria ficou 63 dias sem produzir, uma vez que, mesmo com o nível da água mais baixo, a ausência de energia elétrica por 35 dias atrasou o recomeço. Assim que baixou a água, fizemos um mutirão de limpeza, usando um gerador, o que nos ajudou a continuar.”


Desafios da recuperação


O processo de recuperação foi árduo. Foram necessárias oito limpezas no prédio para remover o barro completamente. “Em relação aos motores, a Miliopã já não estava financeiramente bem. Estávamos começando a nos reestruturar e a fazer investimentos, como a compra de um novo compressor. E tudo foi molhado! Neste ponto, eu quase desisti, para falar a verdade, mas decidi seguir em frente.”


Maurício, com a ajuda de parceiros, arregaçou as mangas e começou a consertar os motores danificados. “Eu sou meio metido. Alguns amigos vieram me ajudar na função dos motores, abrindo e mostrando os problemas. Fiz um por um, abrindo, limpando e secando numa estufa improvisada que eu mesmo fiz, troquei rolamentos, entre outras coisas. No final, conseguimos colocar quase todos os equipamentos para funcionar.”


Resiliência e esperança


Mesmo com todos os esforços, a retomada da produção não foi fácil. “Os motores que arrumei voltaram a funcionar perfeitamente, mas o que não molhou acabou por pegar muita umidade e está apresentando defeitos. Hoje mesmo, estávamos produzindo e uma máquina estragou, tudo em razão da umidade”, conta Roxo. Mesmo assim, a produção continua, embora com dificuldades, enquanto aguardam um técnico para reformar a empacotadora.


Maurício e sua esposa, que também é sócia da empresa, enfrentaram perdas pessoais significativas. “A enchente atingiu todo o bairro. Minha casa molhou toda. Meu carro está até hoje parado no pátio. Todos os recursos que tínhamos foram usados para reerguer a fábrica. Perdemos quase tudo. Agradeço que ainda tenho uma casa para morar. Estamos nos recuperando.”


Solidariedade em meio à adversidade


Durante a crise, a Miliopã também se tornou um ponto de apoio para a comunidade. A empresa abrigou um funcionário e vizinhos durante a enchente, pessoas que por 5 dias, se alimentaram apenas do salgadinho, até a chegada do resgate com água e mantimentos. O movimento do bem se tornou a base para a criação da SOS Sans Souci, uma associação que arrecadou e distribuiu doações para os moradores do bairro. “Esta iniciativa nasceu aqui dentro e conseguiu ajudar um número significativo de pessoas no bairro”, lembra o gerente de produção.


Apesar de todas as adversidades, Maurício mantém a esperança de dias melhores. “Nosso produto está até melhor que antes! Graças a Deus! Estamos bem, estamos nos recuperando. Vamos continuar lutando para manter a Miliopã no mercado, com a força e a resiliência que sempre nos caracterizou.”


Imagens: SOS Sans Souci


 



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