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Empreendedora enfrenta destruição das cheias sem cobertura de seguro em Canoas

As águas que inundaram Canoas, quatro meses atrás, deixaram um rastro de destruição, especialmente para aq ...



September 3, 2024

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As águas que inundaram Canoas, quatro meses atrás, deixaram um rastro de destruição, especialmente para aqueles que, como a empresária Geisa Corrêa de Souza, proprietária de duas lojas do Palácio do Artesanato, não possuíam seguro para tragédias climáticas. A cheia histórica que assolou o bairro Harmonia em maio de 2024 devastou as lojas de multitecidos e aviamentos que a mulher e sua família administram há 18 anos.


"Nossas empresas foram diretamente afetadas pela enchente", relata a empreendedora, lembrando os 29 dias em que as águas permaneceram altas, comprometendo completamente os negócios. Ao conseguir retornar às lojas, a cena era de desolação: mercadorias, computadores e mobiliário estavam irreconhecíveis, submersos em lama e sujeira. "Contabilizamos uma perda de 4 milhões de reais. Muitas mercadorias que havíamos recebido na mesma semana em que a enchente começou foram perdidas", lamenta.


O impacto financeiro foi apenas o início dos desafios enfrentados por Geisa. As lojas ficaram fechadas por 45 e 72 dias, respectivamente, enquanto o estoque, que felizmente não foi atingido, era a única esperança para uma retomada. A limpeza e a arrumação foram longas e exaustivas, e mesmo após a reabertura, o retorno foi gradual, com prateleiras ainda vazias e um cenário que refletia a gravidade da destruição.




A solidariedade de fornecedores, que estenderam prazos de pagamento e ajudaram com novas mercadorias, foi essencial para a retomada, mas o trauma persiste. "Hoje, 4 meses após a enchente, ainda estamos vivendo com medo de uma nova cheia", revela a canoense, destacando que, além dos danos materiais, o impacto psicológico ainda é significativo.


A situação da empresária é agravada pela ausência de um seguro adequado. "Temos seguro contra roubo e incêndio, mas ele não cobria este tipo de sinistro", explica. A experiência vivida não foi diferente em sua residência, também atingida pela cheia. Desalojados, ela e sua família encontraram abrigo na casa de parentes, uma solução temporária enquanto tentavam colocar a vida e os negócios de volta nos trilhos.


A tragédia que se abateu sobre Geisa e muitos outros empresários de Canoas destaca a importância de uma cobertura de seguro mais abrangente, especialmente em tempos onde as mudanças climáticas tornam eventos extremos mais frequentes. A história desta trabalhadora é um lembrete doloroso de que, embora a resiliência seja admirável, a prevenção e a preparação são igualmente cruciais.


 





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