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A comunicação e a tecnologia na pauta dos líderes do setor de seguros

Executivos apontaram inovação, relacionamento humano e educação do consumidor como focos de investimentos< ...



🏆 Brasesul 2025
March 24, 2025

Por 🏆 Seguro Gaúcho | André Bresolin
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Na manhã de sexta-feira, 21 de março, o Brasesul 2025 reuniu lideranças das principais seguradoras e os presidentes dos Sincors da região Sul para debater os desafios do relacionamento entre seguradoras, corretores e consumidores em um cenário de crescente digitalização. Duante o painel os executivos apresentaram suas visões sobre o futuro do seguro no Brasil. A mediação da atividade foi de André Thozeski, do Sincor RS; Wilson Pereira, o Wilsinho, do Sincor PR, e Afonso Luiz Coelho Filho, do Sincor SC. 

Questionado por Thozeski sobre como será possível aumentar a participação ativa dos corretores no desenvolvimento e no aprimoramento de produtos de seguros, o presidente da Bradesco Seguros, Ivan Gontijo, respondeu que participar, comunicar, humanizar e agir são muito relevantes para que o corretor possa desenvolver seus novos negócios. “É preciso que o profissional esteja cada vez mais vinculado a um negócio que oferece proteção para a sociedade brasileira. Quando o corretor participa de um evento como o Brasesul ele aumenta sua capacidade de conhecimento e expanda sua visão prospectiva”, destacou Gontijo. 

Ao falar em humanização, o executivo da Bradesco observou que embora a evolução digital e tecnologia da informação sejam fundamentais no alcance dos novos objetivos, nada substitui o contato humano: “vivemos um momento em que as relações humanas fazem toda a diferença. Cerca de 95% do faturamento de nossa companhia foi obtido através do corretor, pois é ele quem conhece as necessidades de seus clientes, podem oferecer ao segurado o produto mais adequado no momento certo”. 

Para o CEO do Grupo HDI, Eduardo Dal Ri, é preciso que exista um fluxo de comunicação mais efetivo entre corretores e seguradoras. “Os corretores já são protagonistas no desenvolvimento de produtos das companhias e eles necessitam ser escutados de forma mais ativa, desde o contato com as seguradoras até a implementação de suas sugestões. Os Sindicatos dos Corretores podem ter um papel ainda mais relevante nesse processo”.

O presidente da Porto, Paulo Kakinoff, considera que o grande desafio da atualidade é filtrar a informação, na medida em que a internet é uma potente ferramenta de comunicação, mas que também pode gerar desinformação. “Precisamos garantir aos corretores o acesso às informações corretas e que os segurados entendam claramente o valor da proteção”.

Marcelo Goldman, diretor executivo de produtos da Tokio Marine, disse que temos que ter um balanço entre as mídias e o relacionamento humano. “Não é uma boa iniciativa diminuir o atendimento humano. Investimento em especialistas para fazer a interação com os corretores. O negócio de seguros é feito por pessoas”.

Eduard Folch, CEO da Allianz, ressaltou que uma companhia de seguros possui mais de quatro gerações atuando e cada uma delas tem uma forma de interação e de comunicação diferentes. “A empatia é diferente e temos que nos adaptar e ter empatia em todos os meios. Para a companhia ser mais empática, ela precisa ter diferentes formas de atendimento, pessoais e digitais”.

Sobre o impacto da tecnologia na interação entre seguradoras, corretores e clientes, a CEO da AXA Brasil, Erika Medici, disse que apesar dos avanços tecnológicos, certas discussões exigem proximidade. Ela tem uma opinião parecida com aquela apresentada por Gontijo da Bradesco, que valoriza a humanização. “A tecnologia deve ser usada sempre que possível, mas o contato humano é essencial quando necessário. A construção de produtos, por exemplo, demanda um diálogo aprofundado entre as partes. Quando falamos em comunicação é impossível não pensar nas três pontas: seguradora, corretores e consumidores, com responsabilidade sobre educar e conscientizar o consumidor”, pontou a executiva. 

Na avaliação de Érika as ações individuais das companhias são importantes, mas a conscientização deve ser uma responsabilidade geral do mercado: “trata-se de um trabalho constante que precisa envolver todos os players do segmento em que atuamos”.

Para o vice-presidente Corporativo da Icatu Seguros e presidente da Rio Grande Seguros, César Saut, a tecnologia deve ser vista como um instrumento de crescimento e não como uma ameaça à interação humana. O executivo observou que nasceu uma nova geração que precisa compreender o valor de todo o processo, bem como o papel do corretor de seguros.  “Essa nova geração precisa ver a agregação de valor e ela não quer pagar por despesas administrativas altas, mas justas. Atualmente é necessário entender que a eficiência precisa existir junto com o ganho de escala e com aumento de simplicidade. A forma de sobrevivermos e crescermos é efetivamente a complementariedade”, concluiu Saut.

Já o vice-presidente comercial da Zurich Seguros, Marcio Benevides, discorreu sobre a chegada de novas startups ao setor e sua influência na modernização dos processos. Em sua avaliação as startups contribuem com processos mais ágeis e inovadores. “Elas nos ouvem para buscar soluções para tornar as jornadas mais fluidas, tanto para seguradoras quanto para os corretores.  As insurtechs vieram para agregar, trazendo soluções inovadoras que tornam a experiência mais fluida e eficiente. A tecnologia é um catalisador para a evolução do mercado, sem que isso signifique a desumanização das relações”, pontua. 

Para o CEO da Mapfre, Oscar Celada, é necessário que ocorra o entendimento das reais necessidades do mercado e dos corretores. “O seguro foi uma parte da infraestrutura de reconstrução do estado do Rio Grande do Sul. A nossa estratégia é permeabilizar esta sensação de necessidade do corretor de seguros na intermediação. Temos que trabalhar todos juntos para construir uma sociedade melhor e trabalhar pelo futuro do Brasil”.

Ao final do painel foi possível concluir que as principais lideranças do setor refletiram e apontaram caminhos sobre como poderemos construir um mercado mais acessível, eficiente e adaptado às novas realidades e como a tecnologia e a proximidade com consumidor poderão fortalecer ainda mais o mercado segurador. 



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