August 3, 2026
Por MBC
A economia ilegal provocou prejuízos estimados em R$ 514 bilhões ao Brasil em 2025, valor 8% superior ao registrado no ano anterior. Além disso, o setor produtivo desembolsa cerca de R$ 171 bilhões por ano com segurança privada, enquanto os mercados ilegais movimentam aproximadamente R$ 146,8 bilhões anuais em setores como combustíveis, ouro e lubrificantes e contribuíram para impedir a criação de cerca de 370 mil empregos formais desde 2022. Os dados integram o diagnóstico do Movimento Brasil Competitivo (MBC), apresentado na Agenda Compromissos para um Brasil Competitivo, que reúne indicadores de instituições como a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), por meio do Anuário da Falsificação 2026, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), o Ipea e organismos internacionais para dimensionar os impactos econômicos da ilegalidade e fundamentar propostas voltadas ao fortalecimento da competitividade do país.
A divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 reforça esse cenário ao apontar o avanço de crimes relacionados aos mercados ilícitos. Em 2025, o país registrou alta de 18,5% nos casos de tráfico de drogas, recorde de 2,26 milhões de estelionatos e investimentos públicos de R$ 163,1 bilhões em segurança, indicadores que apontam para o avanço da criminalidade e ajudam a dimensionar seus impactos sobre a economia.
O quadro a seguir reúne indicadores do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e do diagnóstico do MBC para ilustrar os impactos da criminalidade sobre a economia, os gastos públicos e o ambiente de negócios.
Diante desse cenário, o MBC defende que o enfrentamento à ilegalidade seja tratado como política de Estado. A Agenda Compromissos para um Brasil Competitivo reúne propostas como fortalecimento da inteligência financeira, integração entre União, estados e municípios, cooperação internacional, ampliação da rastreabilidade de produtos e uso intensivo de dados para combater mercados ilícitos. O documento também estabelece metas para 2030 relacionadas ao Índice Global de Crime Organizado e ao Índice Global da Paz.
Para a diretora-executiva do MBC, Tatiana Ribeiro, segurança pública e competitividade são agendas indissociáveis. "A criminalidade impõe custos crescentes às empresas, reduz investimentos e compromete a produtividade da economia. Enfrentar esse problema exige políticas que ataquem a lógica econômica dos mercados ilegais, combinando inteligência financeira, integração entre os órgãos públicos e mecanismos de rastreabilidade capazes de reduzir a rentabilidade dessas organizações", diz.
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