August 7, 2026
Por Isabela Zampiron | Seguro Gaúcho
A entrada de Guilherme Zielonka no mercado segurador teve um motivador claro: a notícia da gravidez de sua esposa, Suzane. Por indicação do próprio corretor, ele ingressou no setor através do seguro de vida e, pouco mais de oito anos depois, ocupa o cargo de Superintendente Comercial da MAG Seguros na unidade de Porto Alegre. “O que me prendeu foi o propósito: cuidar de pessoas. É o mesmo zelo que um pai tem pela família, só que em escala profissional”, resume.
De apólice a conversa entre pais
Para Guilherme, a paternidade transformou a forma como enxerga o próprio produto que vende. O que antes já tinha valor, tornou-se, segundo ele, questão de responsabilidade inegociável. “Você entende que proteger quem você ama e deixar seu legado vivo de alguma forma não é opcional, é responsabilidade”, afirma. Essa mudança de perspectiva também alcançou o relacionamento com os clientes: “Hoje, quando me sento para conversar com um cliente, sei que não estou vendendo apólice; estou falando de pai para pai sobre o que acontece com a família dele caso ele falte.”
Uma mudança de cidade, uma família inteira
Há 12 meses, ele assumiu o desafio de comandar a nova unidade em Porto Alegre, decisão que levou junto Suzane e os dois filhos, Leonardo e Daniela. Ele descreve o equilíbrio entre trabalho e família como fruto de escolha deliberada, não de acaso. “A conciliação de tempo não acontece por inércia, é construída. Defini comigo mesmo que existem momentos com meus filhos que são intocáveis, e a agenda profissional se organiza em torno disso. Não é perfeito todo dia, mas é escolha consciente”, diz.
Escolhas assumidas, sem esconder de ninguém
O superintendente reconhece que já precisou abrir mão de compromissos profissionais em nome de momentos importantes na vida dos filhos: apresentações escolares e de ginástica e jogos de futebol. “Nessas horas eu decido e assumo a decisão com quem está do lado profissional”, afirma. Ele credita à esposa parte fundamental desse equilíbrio: “Nada disso funciona sem conversa aberta e o apoio total da Suzane. Tudo o que faço, inclusive nas ausências, é pensando neles. Não escondo nem do trabalho nem de casa o que estou escolhendo na ocasião.”
Ler as pessoas antes de falar
Segundo Guilherme, a paternidade ensinou uma lição de liderança que aplica diretamente na gestão de equipes: cada pessoa exige uma abordagem diferente. “Com filhos você aprende rápido que não dá para tratar dois da mesma forma: um precisa de mais conversa, outro de mais firmeza, outro de presença silenciosa. Com equipe é igual. A paternidade me ensinou a ler o outro antes de falar, e isso me ajuda a conquistar resultados incríveis”, explica.
Um legado de dedicação
As lições deixadas pelo próprio pai também moldaram sua trajetória, segundo o executivo. “A principal: tudo que for fazer, fazer bem feito. Meu pai é exemplo de superação, de onde saiu e o que conseguiu proporcionar para que tivéssemos estudo e boa formação de caráter”, relata. Esse exemplo, diz, é o que o motiva a proporcionar aos próprios filhos mais oportunidades de crescimento pessoal e profissional.
Uma palavra para definir tudo
Ao resumir a paternidade em uma única palavra, Guilherme escolhe: “Responsabilidade.” E explica o sentido que dá ao termo: “Não no sentido de peso, mas no de assumir: assumir presença, assumir palavra, assumir que cada decisão minha vai moldar como meus filhos enxergam o mundo. Paternidade não é título que se herda, é compromisso que se cumpre todo dia. Igual à liderança.”
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