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Altevir Prado, da Bradesco Seguros: "Coberturas para alagamento ainda representam espaço para crescer"

Superintendente Sênior Regional analisa impactos das enchentes de 2024 no setor de seguros.



Conteúdo Exclusivo 🏅
August 13, 2026

Por Isabela Zampiron | Seguro Gaúcho
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Após a tragédia que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024, a Bradesco Seguros observou um aumento consistente na procura por seguros, impulsionado por uma maior percepção sobre os impactos dos eventos climáticos extremos, segundo Altevir Prado, Superintendente Sênior Regional da companhia. No estado, houve alta expressiva na contratação de coberturas para alagamentos após as enchentes, movimento que, na avaliação do executivo, evidencia como eventos de grande impacto ampliam a percepção de risco e reforçam a relevância do trabalho de orientação do mercado segurador e dos corretores.

Prado destaca que a Bradesco Seguros protege atualmente cerca de 1,5 milhão de residências no País, mas as coberturas para alagamento ainda representam uma parcela relativamente pequena da carteira, entre 4% e 6%. "Isso demonstra que há espaço para ampliar a cultura de proteção", afirma.

Coberturas já existentes, portfólio em evolução

Segundo o executivo, a proteção para eventos climáticos extremos já fazia parte do portfólio da seguradora antes mesmo das enchentes. O Seguro Residencial conta com coberturas para enchentes, alagamentos, vendavais, granizo e deslizamentos. No Seguro Auto, danos provocados por alagamentos, chuva de granizo, queda de árvores e ventos fortes integram as coberturas básicas do produto. Já no segmento de Equipamentos Agrícolas, a companhia oferece proteção para incêndio, alagamento, inundação, raio, vendaval, tornado, ciclone, granizo e desmoronamento, cobrindo maquinário essencial para plantio, colheita e transporte.

"Nosso foco é aprimorar continuamente soluções já existentes e análise de oportunidades de novos produtos e serviços que apoiem diferentes eventos climáticos", explica Prado, citando o uso de dados, tecnologia e monitoramento climático para tornar a análise de riscos cada vez mais precisa e aderente à realidade de cada região.

Tecnologia e antecipação de riscos

Para o executivo, o aumento da frequência de eventos climáticos severos levou o setor a evoluir para um modelo mais estratégico, que vai além da indenização e atua na antecipação e mitigação de riscos. Inteligência territorial, análise meteorológica e modelos preditivos passaram a orientar decisões, ampliando eficiência, prevenção e sustentabilidade do negócio.

Prado afirma que a Bradesco Seguros sempre manteve uma atuação pautada na gestão de riscos, investindo continuamente em tecnologia e modelagem de dados. Segundo ele, as enchentes de 2024 reforçaram essa estratégia e aceleraram iniciativas já em curso, como a ampliação do uso de inteligência de dados e o monitoramento contínuo de riscos climáticos.

Erros comuns na contratação

Um dos erros mais frequentes, segundo Prado, é acreditar que a contratação do seguro deva acontecer apenas diante da previsão de chuvas intensas ou da iminência de um evento climático extremo. "O seguro é uma ferramenta de proteção e prevenção, que deve ser planejada com antecedência, já que não é possível contratar uma apólice para cobrir um risco que já está em curso", explica. Ele também cita como equívoco comum a escolha do produto apenas pelo preço, sem verificar se as coberturas contratadas são compatíveis com os riscos aos quais o patrimônio está exposto, ponto em que, segundo ele, a orientação de um corretor faz toda a diferença.

O papel do corretor

Prado reforça que o corretor de seguros desempenha papel fundamental na conscientização dos clientes sobre a crescente incidência de eventos climáticos extremos. "Mais do que comercializar um seguro, ele atua como um consultor especializado, orientando o cliente na identificação dos riscos aos quais seu patrimônio está exposto e recomendando as coberturas mais adequadas para cada realidade", afirma.

Seguros paramétricos como tendência

Para o executivo, o cenário climático exige uma mudança de mentalidade, em que prevenção e planejamento se tornam tão importantes quanto a recuperação financeira. Ele cita a inteligência artificial, o geoprocessamento, o big data e os modelos preditivos como tecnologias que já fazem parte da rotina da Bradesco Seguros e que devem permanecer centrais nos próximos anos. Como tendência, Prado aponta o crescimento da adoção de seguros paramétricos, que trazem agilidade e objetividade na resposta a eventos extremos, além do avanço na modelagem de risco e em soluções personalizadas.

Sobre a necessidade de o Brasil avançar na cultura de proteção contra catástrofes naturais, Prado é direto: a conscientização do cliente ganhou protagonismo, mas ainda há bastante espaço para que a cultura do seguro se expanda. "O corretor de seguros, nesse sentido, assume papel consultivo e educador fundamental para o amadurecimento da educação securitária", conclui, destacando que a Bradesco Seguros reforça sua atuação não apenas como provedora de proteção, mas como agente de educação e prevenção.





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