August 17, 2026
Por Isabela Zampiron | Seguro Gaúcho
O Sindicato dos Securitários do Rio Grande do Sul completou 90 anos de atuação neste sábado (15), sendo uma das entidades de classe mais antigas do mercado segurador gaúcho. A fundação ocorreu em 1936, em Porto Alegre, quando um grupo de 99 trabalhadores liderados pelo securitário José Eduardo Pio Varnieri se reuniu no torreão da antiga Galeria Municipal, na Praça 15 de Novembro, região onde hoje fica o Mercado Público, para a assembleia de instalação da entidade, originalmente vinculada aos ideais da União dos Empregados de Seguros.
Desde sua criação, o estatuto do Sindicato define como missão principal congregar os trabalhadores da área de seguros e defender seus interesses profissionais e sociais. Ao longo das décadas, a instituição se consolidou como intermediária coletiva entre capital e trabalho, negociando Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho (ACTs/CCTs) e discutindo pautas como banco de horas e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Para o presidente da entidade, Valdir Brusch, celebrar nove décadas de existência tem um significado que ultrapassa a dimensão institucional. "É sentir orgulho de contribuir, ainda que em um determinado momento da história, para algo que começou antes de nós e continuará depois de nós", afirma. Segundo ele, cada conquista da categoria — convenções, acordos, negociações e trabalhadores defendidos — representa um capítulo dessa trajetória. "O Sindicato é a expressão de que, quando os trabalhadores se organizam, sua voz ganha força."
De representante do trabalhador a agente social
Brusch destaca que a principal transformação do Sindicato ao longo dos anos não está apenas na forma de atuação, mas no próprio papel da entidade. "O Sindicato de hoje não representa apenas o trabalhador diante do empregador, representa o trabalhador diante de um mundo do trabalho que está em constante evolução", explica. A entidade também passou a integrar debates sociais, econômicos e políticos que afetam diretamente a vida da categoria.
Questionado sobre episódios marcantes da história, o presidente lembra com carinho de um tempo em que a categoria reunia um número maior de trabalhadores, incluindo um grande grupo de aposentados que se encontrava mensalmente na sede da entidade. "Tinham um elo de ligação muito forte com a Entidade. Esse período considero muito marcante na história do sindicato", relembra.
Adaptação às transformações do mercado
Diante das mudanças constantes no setor segurador, o Sindicato buscou se habilitar e se credenciar legalmente junto ao Ministério do Trabalho e Emprego para representar as novas categorias profissionais que foram surgindo no mercado ao longo dos anos.
Os desafios atuais dos securitários gaúchos, segundo Brusch, não diferem muito dos enfrentados pelos trabalhadores em todo o Brasil: a manutenção dos direitos conquistados nas negociações coletivas e a preservação dos postos de trabalho. Mas a pauta se ampliou. "Atualmente, além dos direitos tradicionais, o sindicato enfrenta questões como novas tecnologias, inteligência artificial, trabalho remoto, saúde mental, assédio, igualdade, precarização e novas formas de contratação", pontua o presidente.
Olhar para o futuro
Para os próximos anos, a diretoria pretende seguir fortalecendo a representação dos securitários em todo o Estado. "Continuar na forte representação dos securitários de todo o Estado do Rio Grande do Sul, mantendo a união da categoria e modernizando nossa entidade com novas tecnologias que estarão surgindo", resume Brusch sobre as prioridades da gestão atual.
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