August 17, 2026
Por Mobiis
A reforma tributária deve provocar uma das maiores transformações já enfrentadas pela logística brasileira. Embora o principal objetivo seja simplificar a tributação sobre o consumo, o novo modelo também amplia a necessidade de controle sobre dados fiscais, documentos, fornecedores e operações. Na prática, isso coloca a logística em uma posição ainda mais estratégica dentro das empresas e acelera a busca por soluções tecnológicas capazes de garantir eficiência, conformidade e segurança operacional.
A dimensão desse desafio acompanha a relevância econômica do setor. Segundo levantamento da fintech Qive, os fretes de cargas no Brasil movimentaram R$ 14,2 bilhões em arrecadação de ICMS em apenas dois anos, demonstrando o peso das operações logísticas na estrutura tributária do país. Com a reforma, a qualidade das informações relacionadas a essas operações passa a influenciar diretamente a apuração de tributos e o aproveitamento de créditos fiscais.
Nesse novo cenário, atividades como auditoria de fretes, gestão de fornecedores, controle de comprovantes de entrega e integração de documentos fiscais deixam de ser apenas processos administrativos. A consistência dessas informações passa a impactar diretamente os custos da operação, a redução de riscos e os resultados financeiros das empresas.
De acordo com Adriano Guardiano, diretor de Marketing e Vendas da Mobiis, empresa especializada em tecnologia para gestão logística, organizações que ainda dependem de planilhas, sistemas desconectados e processos manuais tendem a enfrentar maiores dificuldades durante o período de transição.
"A reforma tributária muda a lógica da gestão logística. A informação passa a ter valor financeiro. Empresas que não tiverem controle sobre seus dados, integração entre áreas e visibilidade da operação estarão mais expostas a erros, perda de créditos tributários e aumento dos custos. A tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de eficiência e passa a ser uma necessidade para operar com segurança", afirma.
Embora a implementação da reforma ocorra de forma gradual até 2033, o novo modelo exigirá um nível de rastreabilidade, integração entre áreas e confiabilidade das informações que dificilmente poderá ser sustentado por controles manuais.
Na Mobiis, esse modelo já faz parte da rotina de milhares de operações logísticas. A empresa reúne em sua plataforma funcionalidades como TMS, roteirização inteligente, torre de controle, auditoria de fretes, gestão de comprovantes de entrega (POD), monitoramento em tempo real e gestão de transportadoras, permitindo que diferentes áreas trabalhem com informações integradas e atualizadas.
"A reforma evidencia uma necessidade que já existia. Nossa plataforma conecta toda a cadeia logística, automatiza auditorias, centraliza informações e oferece inteligência em tempo real para que logística, financeiro e fiscal atuem de forma integrada. Isso reduz falhas operacionais, aumenta a rastreabilidade e dá às empresas muito mais segurança para enfrentar o novo cenário tributário", afirma Guardiano.
Outro reflexo da reforma será a forma como os embarcadores selecionarão fornecedores e transportadoras. Além de critérios como preço e capacidade operacional, aspectos relacionados à regularidade fiscal, qualidade cadastral e confiabilidade das informações ganharam peso na tomada de decisão.
Para Vânia Oberger, diretora Financeira e Administrativa da Mobiis, a adaptação vai muito além da interpretação da nova legislação. "A preparação começa pela organização da operação. Empresas precisam revisar cadastros, fortalecer a gestão documental, integrar áreas e garantir que todas as informações estejam consistentes e rastreáveis. Quanto maior a maturidade dos processos e dos sistemas utilizados, menor será o risco de perdas financeiras durante a transição."
À medida que a reforma tributária avança, a logística deixa de ser vista apenas como responsável pelo transporte de mercadorias e passa a ocupar um papel estratégico na sustentabilidade financeira dos negócios. Mais do que atender às novas exigências fiscais, empresas que investirem em processos integrados, informações confiáveis e maior visibilidade operacional estarão mais preparadas para reduzir custos, aproveitar oportunidades e ganhar competitividade em um ambiente cada vez mais orientado por dados.
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