June 1, 2015
Nova edição da pesquisa global realizada pela seguradora Aegon aponta os desafios para a obter uma aposentadoria segura
A 4ª edição da pesquisa anual de Preparo para a Aposentadoria (The Aegon Retirement Readiness Survey: Inspiring a world of habitual savers); realizada pela seguradora Aegon em 15 países, entre janeiro e fevereiro deste ano, revela que os brasileiros não vêm se preparando corretamente para a aposentadoria.
Questionada sobre o atual cenário econômico do Brasil, a maior parte se diz otimista, com 52% acreditando em mudanças positivas na economia nos próximos 12 meses, contra 35% que esperam alguma piora. Além disso, 68% esperam melhora em suas finanças pessoais. A longo prazo, porém, o cenário não é considerado tão positivo, com 41% acreditando que a situação irá piorar para as futuras gerações, enquanto 32% acreditam em um cenário igual ao atual e 23% acham que vai melhorar.
Outro ponto de destaque na pesquisa é o que aponta que 37% dos entrevistados não acreditam na sua própria capacidade de manter seu estilo de vida e na possibilidade de viver de forma confortável na aposentadoria, contra 28% que estão muito confiantes.
O estudo também mostra que ainda existe uma grande lacuna entre o nível de conscientização e os verdadeiros hábitos de poupar. Do total de trabalhadores entrevistados, apenas 23% possuem planos formais. Há ainda 28% que não participam de nenhum sistema para aposentadoria e 47% que possuem planos, mas não "por escrito”.
Uma análise do perfil dos poupadores brasileiros ativos no mercado de trabalho foi feita com base na classificação por grupos: poupadores aspirantes, poupadores habituais, poupadores ocasionais, poupadores passados e não poupadores. O objetivo foi entender as contribuições necessárias, tanto do governo como das empresas, para a melhoria na perspectiva da aposentadoria das pessoas. Aqueles com hábitos constantes de poupar para o futuro representam 38%; os ocasionais, representados pelos que economizam de vez em quando, são 23%; os aspirantes, aqueles que pretendem poupar no futuro são 22%. Já os poupadores passados, grupos de pessoas que já pouparam no passado e não mantiveram esse hábito, correspondem a 12%; enquanto 4% são os que não poupam e nem pretendem poupar no futuro.
Os caminhos apontados pela pesquisa para mitigação do problema levam em consideração três pilares fundamentais: indivíduos, empregadores e governos.
Indivíduos: Devem ter maior controle do seu futuro financeiro, buscando mais conhecimento sobre as opções de investimentos e planos existentes, além de traçar metas para as finanças relacionadas à aposentadoria. Poupar constantemente, mesmo que seja com pequenos valores de investimento. Não contar apenas com a poupança individual para o caso de imprevistos que afetem a geração de renda por um tempo, buscando um plano B para essas situações, como os seguros por invalidez e doenças.
Empregadores: Devem criar ou aumentar os programas de educação financeira no ambiente de trabalho e estimular o hábito de poupar em situações de rotina, atrelando os incentivos a momentos importantes, como aumentos de salário. Outra contribuição é facilitar o acesso aos planos de aposentadoria. Adotar novas políticas no ambiente de trabalho e benefícios para atender a diferentes faixas de idade, permitindo que as pessoas construam suas reservas durante a carreira e que possam trabalhar além da idade normal de aposentadoria.
Governo: Deve estimular programas de aposentadoria gradual, com um modelo que permita a transição em fases. Assim, aqueles que atingirem a idade para se aposentar podem continuar trabalhando de forma reduzida (carga horária menor, posições menos exigentes, salário reduzido, etc.). Os trabalhadores continuariam ganhando benefícios de aposentadoria adicionais, proporcionalmente ao tempo adicional de emprego, que passaria a ser inferior ao tempo integral. Outra iniciativa indicada é facilitar a educação na força de trabalho e programas de bem-estar, assim como a criação de incentivos fiscais para os empregadores que adotem estes programas. O governo pode, ainda, estimular os trabalhadores a criarem um plano B caso eles não consigam trabalhar até a idade planejada de aposentadoria devido à perda de emprego, invalidez etc., através de ampliação da isenção de impostos em seguros e outros produtos de proteção financeira.
Os relatórios completos estão disponíveis para download clicando aqui.
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