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Comissão de Sustentabilidade tem novo presidente

Fátima Lima destaca os temas prioritários que planeja discutir com demais membros da Comissão da CNsegA Co ...



Geral
June 22, 2015


Fátima Lima destaca os temas prioritários que planeja discutir com demais membros da Comissão da CNseg

A Comissão de Sustentabilidade da CNseg tem novo titular: Fátima Lima, que é diretora de Sustentabilidade do Grupo Segurador BBMAPFRE. Ela antecipa parte da pauta das discussões do grupo que comandará, incluindo-se a construção de uma matriz de materialidade para o setor de seguros. Sua principal prioridade “é trabalhar para que as questões-chave de sustentabilidade sejam incorporadas na estratégia das empresas, garantindo a perenidade dos negócios e do setor de seguros”. Veja a íntegra de sua entrevista concedida ao Portal CNseg.

 

1.      Quais temas serão priorizados em sua gestão à frente da Comissão de Sustentabilidade da CNseg?

Em um período difícil para as economias brasileira e mundial, incluir a sustentabilidade no centro dos negócios é uma iniciativa cada vez mais estratégica. Isso porque a análise dos aspectos ambientais, sociais e de governança muitas vezes é sinônimo de redução de custos e promoção do crescimento com inovação.

Nesse sentido, minha meta é trabalhar para que as questões-chave de sustentabilidade sejam incorporadas na estratégia das empresas, garantindo a perenidade dos negócios e do setor de seguros.

Outra prioridade é garantir que as questões abordadas nos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI); e que tratam da inclusão dos aspectos ASG no dia a dia das atividades de seguros, do engajamento da cadeia de valor, do aperfeiçoamento das relações institucionais e governamentais, e do aprimoramento da comunicação dos avanços conquistados nessa área, sejam cada vez mais introduzidas na estratégia do setor como um elemento importante para o crescimento do setor.

Esses princípios, que norteiam o nosso negócio, precisam realmente ser entendidos e sistematizados pelas empresas, para que o Brasil possa alcançar uma maior representatividade em relação ao tema.

Também pretendo atuar na integração das federações, que já trabalham com temas associados a questões materiais de sustentabilidade como previdência, saúde e segurança, por exemplo, trazendo cada vez mais as discussões dessas entidades para um diálogo com foco em sustentabilidade e na geração de valor compartilhado.

 

2.      Quais os principais projetos em andamento e/ou concluídos desenvolvidos pela Comissão de Sustentabilidade?

Muitos projetos desenvolvidos pelos grupos de trabalho constituídos por membros da Comissão merecem destaque.

Um deles envolve a construção de uma matriz de materialidade para o setor de seguros, que permitirá identificar os temas, capitais e aspectos de interesse e relevância para cada público ligado ao setor. Essa ação também nos permitirá criar um plano de engajamento da CNseg com os diferentesstakeholders da indústria de seguros e que poderá ser utilizado como insumo pelas federações e seguradoras.

Temos ainda o plano de engajamento de stakeholders para questões relacionadas à sustentabilidade; a parceria com a GRI para a construção de indicadores específicos para o setor de seguros; e o projeto de definição das metas PSI para 2016, para garantir que os princípios sejam cada vez mais incorporados ao posicionamento estratégico das seguradoras brasileiras.

Outro projeto interessante concluído recentemente foi a pesquisa de avaliação do grau de adoção de fatores de sustentabilidade pela indústria de seguros brasileira, elaborada pelo pesquisador Flávio Nogueira, da UFRJ. O estudo avaliou a evolução do reconhecimento dos riscos ASG pela indústria de seguros nacional, testando a relação entre esse progresso e a adoção de políticas de sustentabilidade pelas seguradoras, com resultados positivos: a maioria das empresas consultadas (53,5%) já considera que os fatores ASG influenciam a subscrição e, a partir da materialidade financeira desses riscos, foram identificadas 48 oportunidades para o desenvolvimento de novos produtos e serviços.

A Comissão mantém ainda um forte trabalho de comunicação e incentivo ao debate, com a realização e a participação em seminários e fóruns de discussão que promovem as questões de sustentabilidade, como o Seminário de Riscos Emergentes, que será realizado em setembro, na próxima Conseguro, colocando o tema da sustentabilidade no centro de debates de um dos mais importantes eventos do setor no Brasil.

 

3.      Que projetos devem entrar na pauta da Comissão?

Desde a sua criação, a Comissão tem mantido um papel ativo no desenvolvimento de iniciativas capazes de promover e disseminar o conceito de sustentabilidade, garantindo a implementação do PSI e despertando o setor para a importância desse tema.

Seguindo nessa linha, pretendo intensificar o debate sobre os efeitos de riscos globais no setor de seguros. As crises no abastecimento de água e de alimentos; as mudanças climáticas; as catástrofes naturais, entre outros aspectos sociais, geopolíticos e tecnológicos, são riscos que vêm se intensificando e o setor de seguros precisa estar preparado para lidar com essas questões e inovar com sustentabilidade.

As novas demandas da sociedade e o novo contexto mundial que requer a análise dos aspectos ASG devem ser incorporados à estratégia do negócio das seguradoras. O nosso papel, como tomadores de risco, é compreender e sistematizar os novos fatores de risco, aprimorando as dimensões e processos de análises e identificando os riscos futuros e incorporando-os à estratégia da empresa.

 

4.      Como sua experiência na diretoria de Sustentabilidade do grupo BB/MAPFRE pode contribuir para os trabalhos da Comissão de Sustentabilidade?

Há mais de 10 anos à frente da área de Sustentabilidade do GRUPO BB/MAPFRE, fui responsável por levar esse tema para a estratégia corporativa da empresa, criando valor e disseminando conceitos e informações entre todos os envolvidos.

Esse olhar estratégico a partir de um contexto mais amplo, que envolve não apenas o desempenho econômico financeiro, mas considera também aspectos ambientais, sociais e de governança, é fundamental para que as empresas fortaleçam o seu posicionamento diante do mercado e da sociedade.

Por isso, continuarei trabalhando para mostrar a importância de incluir a sustentabilidade na estratégia de negócios. Somente assim, conseguiremos fazer com que o tema seja cada vez mais disseminado e entendido como uma peça fundamental que garante o pleno funcionamento do negócio, de forma sustentável.

 

5.      Como têm sido os trabalhos no Conselho do PSI? Alguma mudança recente relevante no regulamento?

É uma honra integrar, a partir desse ano, o board do PSI. Desde sua criação, em 2012, os Princípios para Sustentabilidade em Seguros têm avançado significativamente em todo o mundo, contando hoje com 80 membros, sendo 45 signatários, que representam aproximadamente 15% do prêmio global e totalizam US$ 9 trilhões em ativos.

Recentemente, estive em Zurique, na Suíça, para participar da conferência internacional do PSI, onde discutimos as prioridades, os desafios e os possíveis caminhos para a indústria de seguros.

Se analisarmos os principais projetos e iniciativas já concluídos ou em andamento, é possível identificar os avanços conquistados até agora e ter uma ideia da importância dos temas que estão sendo debatidos em nível global.

Uma das iniciativas em andamento é o projeto PSI de Resiliência Global, que envolve a elaboração do relatório Construindo comunidades e economias resistentes às catástrofes e de um mapa de riscos globais com informações sobre seguros que permitam identificar comunidades em risco e trabalhar com governos, comunidades e outros stakeholders para reduzir o risco.

Outra ação interessante é a Pesquisa Global “Entendendo as correlações: regulamentações de seguro e desenvolvimento sustentável”, cujo relatório final deve ser publicado até outubro deste ano.

Também está sendo desenvolvida outra pesquisa global sobre a integração de riscos relacionados aos aspectos ASG no processo de subscrição de projetos de infraestruturas (portos, pontes, barragens, etc.).

Mais uma importante iniciativa em andamento é a Declaração e Compromissos para Resiliência de Riscos de Desastres e Desenvolvimento Sustentável, que permite aos seus signatários assumir compromissos mais abrangentes que simplesmente aqueles relacionados à redução de riscos de desastres, incluindo também temas relacionados à mitigação e adaptação às mudanças climáticas, por exemplo.







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