August 4, 2015
O Itaú Unibanco informou, nesta terça-feira (4); lucro líquido de R$ 5,984 bilhões no segundo trimestre deste ano, cifra 22,1% superior à do mesmo intervalo do ano passado, de R$ 4,899 bilhões. Ante o primeiro trimestre, de R$ 5,733 bilhões, houve elevação de 4,4%. O resultado de R$ 5,984 bilhões veio em linha com as expectativas do mercado.
As sete casas consultadas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, - Deutsche Bank, Goldman Sachs, BTG Pactual, Morgan Stanley, Safra, UBS e Santander - esperavam R$ 5,711 bilhões de abril a junho, em média. O Broadcast considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.
O crescimento visto de abril a junho ante o trimestre anterior, segundo explica o Itaú em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, é resultado de uma maior margem financeira com clientes e também do desempenho da operação de seguros. Por outro lado, explica o banco, foi registrada uma menor margem financeira com o mercado e maiores despesas operacionais.
No primeiro semestre, o lucro líquido do Itaú ficou em R$ 11,717 bilhões, aumento de 25,7% ante um ano, de R$ 9,318 bilhões.
A carteira de crédito total do Itaú Unibanco, que inclui avais e fianças, encerrou junho com saldo de R$ 566,556 bilhões, retração de 2,1% ante a cifra de março, de R$ 578,596 bilhões. Em um ano, quando os empréstimos somavam R$ 518,423 bilhões, foi identificada elevação de 9,3%. Quando calculado com base na conversão da carteira em moeda estrangeira (dólar e moedas dos países da América Latina); foi visto recuo de 1,0% e alta de 2,6%, nesta ordem.
Em ativos totais, o Itaú Unibanco somou R$ 1,231 trilhão ao final de junho, aumento de 10,7% perante o mesmo intervalo do ano passado, de R$ 1,112 trilhão. Na comparação com março, quando estavam em R$ 1,295 trilhão, foi vista queda de 5,0%.
O patrimônio líquido do Itaú totalizou R$ 100,711 bilhões de abril a junho, aumento de 17,1% em 12 meses e de 3,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) foi a 24,2% no segundo trimestre, estável na comparação trimestral e 0,9 ponto porcentual maior em um ano.
O Itaú anunciou também lucro líquido recorrente de R$ 6,134 bilhões no segundo trimestre, expansão de 23,4% ante idêntico período de 2014, de R$ 4,973 bilhões. Na comparação com o primeiro trimestre, de R$ 5,808 bilhões, o avanço foi de 5,6%. O retorno (ROE) recorrente ficou em 24,8% ao término de junho contra 24,5% em março e 23,7% em um ano. No semestre, foi de 24,7% ante 23,1% em 12 meses.
De janeiro a junho, o lucro líquido recorrente do Itaú somou R$ 11,942 bilhões, com crescimento de 25,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A evolução desse resultado deve-se, de acordo com o banco, principalmente, à expansão do produto bancário, compensado parcialmente por maiores gastos com despesas operacionais e com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs.
Dentre os eventos não recorrentes no segundo trimestre ante um ano, o Itaú cita, em relatório que acompanha suas demonstrações contábeis, R$ 43 milhões de ajuste no valor de ativos para adequação ao provável valor de realização, R$ 86 milhões de provisão para perdas decorrentes de planos econômicos, amortização de ágio de aquisições feitas pelo grupo.
Banco mantém projeções de desempenho para 2015
O Itaú Unibanco manteve, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, suas projeções de desempenho para 2015. No trimestre anterior, o banco já havia revisado suas metas. A expectativa do Itaú é de que sua carteira de crédito total cresça de 3% a 7%. Já as despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, devem ficar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões. As despesas não decorrentes de juros, segundo o Itaú, devem aumentar de 7,0% a 10,0% neste ano.
O banco projeta aumento de 14,5% a 17,5% na margem financeira gerencial, que considera a margem financeira com clientes e com o mercado. Para as receitas de serviços e resultado de seguros, o Itaú espera crescimento de 9,5% a 11,5% neste ano.
O Itaú explica que, embora os planos de crescimento e projeções de resultados sejam baseados em premissas da administração e em informações disponíveis no mercado até o momento, tais expectativas envolvem imprecisões e riscos difíceis de serem previstos. É possível, com isso, conforme o banco, que ocorram resultados ou consequências que diferem das metas anunciadas.
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