August 17, 2015
Diretor do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES) da Escola Nacional de Seguros, Claudio Contador participou do “Seminário sobre a Lei do Desmonte, Acidentologia e Vitimação no Trânsito”, promovido pela Fenacor, dia 12 de agosto, em São Paulo, expondo numericamente as perdas para a sociedade com a morte e incapacitação prematura, frutos de acidentes de trânsito. “O valor (perda) é gigantesco no momento em que uma pessoa tem uma vida produtiva interrompida e a sua produção é perdida”, ressaltou.
Segundo ele, somente no ano de 2012 foram 34,3 mil mortes em acidentes de trânsito no Brasil que somaram perdas de, no mínimo, R$ 46,8 bilhões e, no máximo, R$ 62,4 bilhões. “O que é um valor muito alto. Na média no Brasil, o custo em termos de salário mínimo por morte é multiplicado por 44,9%, esta é perda da vida da pessoa naquele momento. O que não é muito diferente dos valores em diversos países. Nós estamos próximos à média da Áustria, Nova Zelândia e Estados Unidos”, comparou.
Em relação ao papel do seguro, Contador comentou que no tocante à perda para a economia nada pode ser feito. Mas o seguro pode atuar de forma indireta, com as coberturas aos beneficiários no seguro de vida, por exemplo, mas também disseminando informação.
Carlos André Guerra Barreiros, diretor de relações institucionais da Seguradora Líder DPVAT, destacou a participação de todos os envolvidos com as indenizações de acidentes de trânsito. “É uma atividade que depende das seguradoras que aportam capital para a operação, dos Sincor’s, que fazem o papel de atendimento das vítimas de acidentes, a pulverização da operação, pois é impossível uma seguradora sozinha dar conta disso, ainda mais se falarmos que é uma operação nacional. Depende muito dos sindicatos e dos corretores no atendimento às vítimas e dos Detrans”, afirmou.
O DPVAT é um seguro de Responsabilidade Civil criado há 40 anos para proteger a operação de acidentes da população como um todo, hoje é um consórcio com cerca de 80 seguradoras parceiras. E na distribuição do prêmio, Barreiros ilustrou que o maior percentual, 45% é destinado ao Fundo Nacional de Saúde, seguido pelo pagamento de sinistros e constituição de reservas, correspondendo a 43,75% do bolo. “0,72% é o percentual da corretagem e 2% a margem de resultado”, especificou.
Ainda de acordo com ele, hoje em todo o País são 7.898 pontos de atendimento do DPVAT. “Porém, o que se vê ainda é muita atuação de intermediários cobrando um percentual da indenização da vítima, o que tecnicamente não é necessário pelo número de postos”, finalizou.
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