August 21, 2015
A previdência aberta registrou bom desempenho no primeiro semestre. Contudo, executivos do setor ainda mantém uma postura de cautela, admitindo que os próximos meses serão um pouco mais difíceis. "O desenvolvimento do setor dependerá também de estabilidade econômica e da maturidade dos brasileiros em relação a produtos que remetem a investimentos de longo prazo", afirma, por exemplo, o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi); Osvaldo do Nascimento.
Segundo ele, a cautela é necessária porque, mesmo com desempenho positivo apurado até junho, as projeções devem levar em conta o baixo crescimento da economia.
Ainda assim, Osvaldo do Nascimento assegura que, em uma perspectiva de longo prazo, a visão é positiva. "Os planos de previdência são uma alternativa muito competitiva", acentua.
De janeiro a junho, o cenário adverso da economia no País não impediu um avanço da ordem de 28,4% das contribuições feitas por titulares dos planos de previdência aberta, para R$ 46,3 bilhões.
Para Osvaldo do Nascimento, os investimentos feitos na previdência privada aberta estão diretamente relacionados ao entendimento de que é uma modalidade de proteção transparente, e atende ao planejamento do poupador que não está com foco no curto prazo. Dessa forma, acredita, a previdência aberta se torna cada vez mais um importante mecanismo de proteção para os brasileiros que buscam constituir uma poupança de longo prazo.
De acordo com a FenaPrevi, no final de junho, mais de 12 milhões de pessoas possuíam planos de previdência complementar aberta, sendo que, desse total, cerca de 9 milhões investiram em planos individuais (já computados os planos para menores) e outras 3 milhões em planos empresariais.
A entidade apurou ainda que 91,3 mil pessoas já usufruem benefícios (aposentadorias; pecúlios, por morte e por invalidez; e pensões, por morte e por invalidez) pagos por planos abertos de caráter previdenciário. "A sociedade já percebe o benefício da previdência e queremos ampliar essa percepção. Para isso, o desafio do setor é difundir a educação financeira, criar produtos cada vez mais adequados aos diversos perfis de consumidores e equacionar a distribuição", diz Nascimento.
Na análise por modalidade, o VGBL, mais uma vez, foi o destaque no semestre, com contribuições da ordem de R$ 42 bilhões. Já o PGBL registrou R$ 3,8 bilhões e os planos tradicionais, apenas R$ 446 milhões.
O presidente da FenaPrevi lembra ainda que tanto no PGBL quanto no VGBL não há cobrança do Imposto de Renda a cada seis meses, sobre os rendimentos obtidos, como ocorre em alguns tipos de aplicações, o que se torna outro grande atrativo.
Além disso, o poupador pode optar pelo regime de alíquotas regressivas do Imposto de Renda, significando, deste modo, que, quanto mais tempo os recursos permanecerem aplicados, menor será a alíquota incidente.
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