August 31, 2015
Planos de Saúde, seguidos do seguro de Vida, são os principais atrativos dos programas para reter talentos
A recessão econômica não minou o empenho das empresas em melhorar o pacote de benefícios indiretos dados aos seus funcionários. É o que conclui estudo bienal da Aon, líder mundial em benefícios e capital humano, divulgado nesta segunda-feira. Segundo o estudo, cinco entre seis benefícios previstos na legislação brasileira estão cada vez mais consolidados nas empresas, ignorando as incertezas econômicas. A pesquisa, que contou com a participação de 423 companhias em diversos segmentos – crescimento de 62% de participantes em relação à edição anterior – teve como objetivo identificar e analisar os 20 principais incentivos oferecidos para os colaboradores e os seus índices de permanência, proporcionando uma ampla visão para os gestores de Recursos Humanos sobre as práticas do mercado brasileiro e oportunidades para readequar as políticas de benefícios.
Nos dados analisados, a assistência médica ainda é o principal benefício concedido pelas empresas, representando 99,5% das companhias entrevistadas. Em seguida, surge o seguro de Vida, correspondendo a 94% das empresas com o tipo de benefício. Já a assistência odontológica ocupa a terceira posição, com 87,5%, acompanhado de vale refeição com 78,3%. “O resultado é motivado pela preocupação das companhias em oferecer um pacote de benefícios mais estruturado, com uma visão estratégica de que os itens podem afetar os resultados financeiros e a competitividade da empresa”, explica Rafaella Matioli, diretora técnica de saúde da Aon.
Para Marcelo Borges, vice-presidente executivo de benefícios e capital humano da Aon, outro ponto importante no levantamento são os benefícios que estão com menos de 50% de maturidade. O executivo afirma que, por consequência do atual momento do mercado, esses tipos de benefícios podem ser os principais incentivos para a retenção de talentos. “Embora os benefícios prevalentes tragam maior impacto financeiro para o empregador, eles possuem uma melhor percepção dos empregados, tornando a empresa mais competitiva no mercado. Portanto, é preciso que o plano básico de benefícios e de alto investimento estejam bem desenhados para que não prejudique a empresa e o colaborador”, observa.
Segundo Marcelo Borges, embora alguns benefícios destacados na pesquisa sejam obrigatórios por lei, as empresas têm buscado avaliar melhorias na implementação com o objetivo de otimizar custos e oferecer mais qualidade para o colaborador. “Mesmo em momentos de crise as companhias buscam alternativas claras e benchmark não só de melhorias, mas também de como reduzir os custos sem deixar de ser atrativas”, explica.
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