September 1, 2015
Alguns fatos corridos recentemente têm tirado a tranquilidade de muitos corretores de seguros em todo o Brasil. Não escodem a apreensão, achando que, no fundo, o objetivo é enfraquecer a atuação do corretor no mercado segurador, num duro golpe contra a profissão. Sócio-gerente da gaúcha Oliveira e Sartori Corretora de Seguros, Gastão G. de Oliveira (foto); é um dos que se mostram inquietos com atuais acontecimentos. A decisão da Líder de restringir o trabalho do corretor nos processos administrativos de sinistro DPVAT é um deles. Outro é a volta do projeto de lei (desarquivamento) que obriga as seguradoras a grafar o valor da comissão de corretagem na apólice.
O referido PL, na avaliação de Gastão de Oliveira, joga contra o corretor. “O lojista mostra na nota o quanto ganha na venda de uma mercadoria?”, indaga, chamando a atenção para o absurdo da proposição. Para ele, os corretores também não devem fazê-lo. A estratégia de uma iniciativa como essa, na sua avaliação, é esvaziar ou mesmo afastar o corretor do sistema, “como é o caso também da medida da Líder que estabelece limites ao nosso trabalho no DPVAT”. “Não faz sentido”, emenda.
Enquanto o corretor sai enfraquecido, Gastão diz que esse tipo de política da Líder fortalece os atravessadores. E assinala que a vítima do trânsito, entre uma medida restritiva e outra, ficará entregue à própria sorte, desamparado, sem ter quem o assista e o oriente para receber a indenização. Hoje, Gastão conta que as pessoas com pouco mais de condições e conhecimento, precisando acionar o DPVAT, se socorre na internet, pesquisa para encontrar um corretor próximo para atendê-lo.
Ele acredita que as pessoas humildes, de renda baixa, já não têm a mesma oportunidade de recorrer à internet. Aqui, segundo ele, a função do corretor ganha ainda mais importância e precisa ser incentivada, e não desestimulada. Gastão de Oliveira sugere, por exemplo, que seja feito um trabalho intenso junto aos estados para que o IPVA, por exemplo, quando pago, traga expresso nome e endereço dos corretores em cada cidade, para, quando da ocorrência de um acidente automobilístico, sejam encontrados mais facilmente. Com isso, ele entende que a informação também irá se disseminar para além dos próprios donos de veículos.
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