September 21, 2015
Contratar um empréstimo em 2015 ficou mais difícil e mais caro. Diante da crise econômica e do risco maior de inadimplência, os bancos frearam a concessão de crédito e, quando emprestam, cobram um preço alto. Como forma de diminuir os riscos nas operações – e, consequentemente, as taxas de juros –, instituições financeiras estão incentivando uma linha de crédito ainda pouco usada no Brasil, na qual o cliente dá um imóvel próprio como garantia do financiamento.
Chamada de home equity, essa modalidade oferece os menores juros e os maiores prazos de pagamento entre todas as linhas de crédito pessoal no mercado. De acordo com o Banco Central, em média, o juro do home equity está em 1,44% ao mês (18,7% ao ano); enquanto em agosto a taxa para empréstimo pessoal chegou a 62,9% ao ano em bancos e a 144% em financiadoras, segundo pesquisa da Anefac.
O valor médio do financiamento na modalidade home equity é de R$ 112.600, segundo o BC, que autoriza o empréstimo de até 60% do preço de avaliação do imóvel. O prazo para pagamento também é bastante alongado: em média, são 13 anos, mas alguns bancos parcelam em até 20.
Segundo o diretor comercial de crédito do Banco Intermedium, Marco Túlio Guimarães, nunca a demanda foi tão forte. “No entanto, estamos trabalhando de uma forma mais conservadora para atravessar esse período conturbado da economia. Limitamos o financiamento a 50% do valor do imóvel, mas nossa média é de 33%”, conta. Apesar disso, o tíquete médio está em R$ 230 mil.
Perfil
Como os empréstimos são de valores elevados, essa linha de crédito tem sido muito procurada por pequenos e médios empresários que encontram dificuldades para contratar financiamentos como pessoa jurídica. Segundo o diretor de crédito imobiliário do Banco do Brasil, Hamilton Rodrigues da Silva, além de empreendedores, pessoas com a renda muito comprometida por dívidas também se encaixam no perfil.
Apesar do juro baixo, a procura pelo home equity ainda é tímida porque o brasileiro tem receio em dar o imóvel como garantia. “Vejo como uma questão cultural. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse tipo de crédito é muito mais comum”, diz Silva. Para incentivar a modalidade, o BB está investindo em divulgação. “Essa linha tem sido mais procurada neste ano, mas ainda está muito aquém do seu potencial de crescimento.”
Mesmo com a garantia do imóvel, em caso de inadimplência, as instituições financeiras preferem, primeiro, tentar renegociar a dívida, para só em último caso tomar o imóvel.
Refinanciamento do veículo surge como opção
Enquanto o home equity é mais indicado para quem precisa de uma grande quantia de dinheiro – como para empreender ou estudar no exterior –, o refinanciamento do veículo pode ser uma saída para dívidas menores. O processo de liberação de crédito é mais ágil e os juros são mais moderados.
O Banco do Brasil, por exemplo, oferece uma taxa a partir de 1,82% ao mês (24% ao ano) e financia até 70% do valor do veículo no prazo máximo de 60 meses. A taxa de juros é bem menor que a do rotativo do cartão de crédito, que chegou a 350,79% ao ano em agosto, segundo pesquisa da Anefac.
Antes de contratar o empréstimo, no entanto, é indicado considerar se o veículo é essencial. Se não for, a melhor opção é vendê-lo: além dos juros do financiamento, há custos de manutenção, seguro, combustível e a própria desvalorização do bem.
No caso do empréstimo com garantia de imóvel, também é importante, antes de contratar o financiamento, pesquisar as taxas de avaliação do imóvel e os custos com cartório, que ultrapassam R$ 2 mil.
VEJA TAMBÉM
Companhia passa a contribuir com iniciativas acadêmicas da graduação e terá espaço institucional no campus.
Evento reunirá profissionais do setor em Porto Alegre para um dia de networking, aprendizado e fortalecime ...
Projeto disponibiliza licenças educacionais iniciais, focando na estratégia de desenvolvimento e retenção ...



