Publicidade


Empresa que opta pelo simples não deve pagar multa adicional de 10% do FGTS

EMPRESA QUE OPTA PELO SISTEMA TRIBUTÁRIO SIMPLES NÃO DEVE PAGAR MULTA ADICIONAL DE 10% DO FGTS EM CASO DE ...



Geral
September 30, 2015

EMPRESA QUE OPTA PELO SISTEMA TRIBUTÁRIO SIMPLES NÃO DEVE PAGAR MULTA ADICIONAL DE 10% DO FGTS EM CASO DE DEMISSÃO DE FUNCIONÁRIOS SEM JUSTA CAUSA

O adicional de 10% nas multas de FGTS em caso de demissão sem justa causa não deve ser pago por empresas que optaram pela classe Simples de tributação. Isso porque a lei que criou esse novo sistema tributário não prevê aos seus optantes o pagamento deste adicional. Com essa tese, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu antecipação de tutela ao escritório de advogados Fauvel e Moraes Sociedade de Advogados, que não terá que arcar com a multa e continuará com a situação fiscal em dia.

A Lei Complementar 123/2006, que estabeleceu as diretrizes para as micro e pequenas empresas prevê que, dependendo da natureza de suas atividades, elas terão que pagar mais de 20 impostos e contribuições — no texto, estão especificados cada um deles. Após listar todos, estabelece que estas empresas ficam “dispensadas do pagamento dos demais impostos e contribuições instituídas pela União”.

Olhando para a lista de impostos e seguindo a afirmação do texto da lei, o juiz Renato Coelho Borelli entendeu que o adicional de 10% na multa de FGTS decorrente da dispensa de um funcionário sem justa causa, não está entre os impostos e as contribuições previstas e obrigatórias. Assim, o escritório de advocacia não tem de pagá-lo.

O adicional de 10% foi criado pela Lei Complementar 110/2001 para cobrir uma despesa específica da União: a recomposição, determinada pelo Supremo, das contas vinculadas ao FGTS atingidas pelos expurgos inflacionários dos Planos Verão e Collor I, rombo então orçado em R$ 42 bilhões.

Em sua decisão, o juiz Borelli ressalta que a criação do sistema tributário “Simples” foi por meio de “norma especial” e “deve prevalecer sobre a LC 110/2001, norma geral”.

STF envolvido

A questão avaliada pelo TRF-1 tem sido levada a vários tribunais e, por isso, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral de recurso que discute a constitucionalidade da cobrança do adicional de 10% nas multas de FGTS em caso de demissão sem justa causa. O valor é cobrado em conjunto com a multa de 40%, mas a fatia fica com a União.

A repercussão geral foi reconhecida em recurso apresentado pela Indústria de Telecomunicação Eletrônica Brasileira (Intelbras). No recurso, a empresa alega que a cobrança é indevida, pois, sua finalidade já foi atingida em 2007. Além disso, a Intelbras aponta que a Caixa Econômica Federal afirmou, em ofício, que a arrecadação da contribuição está sendo remetida ao Tesouro Nacional, uma vez que as contas do FGTS já não são mais deficitárias.

O Sincor-RS coloca a assessoria jurídica da entidade à disposição dos corretores associados para maiores detalhes.





Publicidade


VEJA TAMBÉM


mag-e-impa-tech-firmam-parceria-inedita-para-formacao-de-talentos-em-tecnologia-e-inovacao
MAG e IMPA Tech firmam parceria inédita para formação de talentos em tecnologia e inovação

Companhia passa a contribuir com iniciativas acadêmicas da graduação e terá espaço institucional no campus.


encontro-estadual-feminino-de-corretoras-de-seguros-abre-inscricoes-para-edicao-2026
Encontro Estadual Feminino de Corretoras de Seguros abre inscrições para edição 2026

Evento reunirá profissionais do setor em Porto Alegre para um dia de networking, aprendizado e fortalecime ...


grupo-bradesco-seguros-reforca-cultura-de-aprendizagem-continua-em-parceria-com-a-unico-skill
Grupo Bradesco Seguros reforça cultura de aprendizagem contínua em parceria com a Único Skill

Projeto disponibiliza licenças educacionais iniciais, focando na estratégia de desenvolvimento e retenção ...









topo