November 4, 2015
Os custos das operadoras de planos de saúde com consultas, exames, terapias e internações, apurado pelo Índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH); cresceram 15,4% nos 12 meses terminados em março.
O aumento foi superior à variação da inflação geral no País, medida pelo IPCA, que registrou alta de 8,1% no mesmo período. Apesar da taxa elevada, o VCMH de março deste ano ficou abaixo do registrado no mesmo mês em 2014, quando apresentou o maior valor da série histórica, de 18,2%. “Apesar da desaceleração, o aumento do VCMH continua em um ritmo quase duas vezes superior ao do IPCA”, diz o superintendente-executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro.
Segundo ele, o ritmo de elevação do indicador VCMH deve ser um fator de preocupação e reforça a necessidade de debater os fatores que potencializam a alta de custos da saúde suplementar no Brasil. “É preciso pensar em melhorias nesse setor, priorizando eficiência e o combate ao desperdício”, complementa.
O superintendente-executivo do IESS destaca que o principal fator para a desaceleração no avanço do VCMH foi a retração de 3 pontos porcentuais na VCMH de internações, que respondem por aproximadamente 58% da composição do índice. O que significa que os custos com internações subiram 13,8% nos 12 meses encerrados em março de 2015 ante 16,8% no período anterior.
O gasto com consultas, que corresponde a 11% da composição do índice, subiu 10,5%. Nos 12 meses encerrados em março de 2014, esse crescimento havia sido de 12,1%. Os custos de Exames e Terapias avançaram 14,6% e 20,6%, respectivamente, no período.
O cálculo do VCMH/IESS utiliza os dados de um conjunto de planos individuais, e considera a frequência de utilização pelos beneficiários e o preço dos procedimentos.
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