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Eficiência e criatividade para reduzir os custos

O aumento generalizado de custos para as empresas em 2015 – energia elétrica, impostos e principalmente, c ...



Geral
November 17, 2015

O aumento generalizado de custos para as empresas em 2015 – energia elétrica, impostos e principalmente, crédito – chegou também aos planos de saúde oferecidos aos funcionários. Estudo realizado pela Mercer Marsh Benefícios, divisão de consultoria e gestão de benefícios da Marsh, mostra que esse gasto teve um aumento médio de 14,8%. O custo médio do benefício por colaborador saltou de R$ 196,17, em 2014, para R$ 225, 23 este ano. Com o avanço, os gastos com planos de saúde passaram a representar o equivalente a 11,54% dos gastos das empresas com a folha de pagamentos.

Em 2012, o índice representava o equivalente a 10,38% da folha das organizações pesquisadas. O estudo ouviu 513 companhias, de 31 segmento da economia. Cerca de 61% da amostra foi composta por empresas com mais de R$ 100 milhões de faturamento ao ano, sendo 69% multinacionais e 31% de empresas de capital nacional. O conjunto da amostra abriga 1,2 milhão de colaboradores e 2 milhões de segurados (incluindo dependentes). De acordo com o levantamento, 51% das empresas já adotam o modelo de compartilhamento do financiamento dos planos de saúde com os colaboradores. Eles subsidiam, em média, 78% dos custos.

De acordo com consultor sênior da Mercer Marsh Benefícios, Francisco Bruno, o aumento é reflexo da chamada “inflação médica”, geralmente sete a oito pontos percentuais acima da inflação de preços. “É um custo que cresce ano após ano acima da inflação econômica. Isto se dá em razão de alguns fatores, principalmente devido ao aparecimento de novas tecnologias e novos tratamentos que contribuem para o aumento de custos”, explica.

Os indicadores da pesquisa refletem que as empresas adotam novas estratégias depois que já fizeram os desenhos possíveis nos planos. “E após esgotar todas as possibilidades de redução de custo, as empresas passam a compartilhas as despesas com os funcionários. Além da divisão nos custos, a estratégia das empresas é investir também em educação e orientação para que o funcionário avalie com mais cautela a necessidade de realizar procedimentos e exames”, ressalta.

Promover mudanças na cobertura do plano é seria uma alternativa, mas depende de observação do comportamento dos colaboradores. “A empresa, ao perceber que seus funcionários usam os planos apenas localmente, não precisa oferecer a cobertura nacional, por exemplo”, completa.

Outra forma de reduzir custos é o programa de qualidade de vida e gestão de saúde, presente em 20% das empresas segundo o estudo. O número é menor do que os 23% registrados no ano passado, mas o investimento feito pelas organizações que possuem esse tipo de prática aumentou 40% no mesmo período. Hoje elas gastam em média R$ 224,15 por funcionários com práticas preventivas como vacinação contra gripe, incentivos para atividade física, check-up e ações de ergonomia.

Na visão da gerente de recursos humanos do escritório de advocacia Di Blasi, Parente & Associados, Suzana Macedo, o aumento médio no custo dos planos de saúde, deve-se não somente a inflação e o momento delicado da economia pelo qual o País está passando, mas principalmente está relacionado com a alta sinistralidade das apólices, ou seja, o quanto o plano de saúde está sendo acionado.

“Em nossa organização preferimos custear 100% do plano de saúde para o funcionário/titular, pois acreditamos que, dessa forma, o mesmo se torna um benefício. Além disso, certamente estamos incentivando nossos funcionários a terem uma melhor qualidade de vida, pois temos observado que nas empresas em que há coparticipação, os funcionários acabam muitas vezes abdicando do benefício por conta da oneração de seu orçamento”, relata. “Ao abdicar do plano o funcionário, em algum momento vai onerar a empresa, pois terá a saúde exposta e sem cobertura médica adequada, o que certamente impactará no índice de absenteísmo”, completa Suzana.

Para ela, a conscientização de que a adoção desses programas, está diretamente ligada a diminuição do custo que o plano de saúde representa. “A importância da manutenção de programas de qualidade de vida, tem relação direta com a diminuição dos índices de faltas e de afastamentos de funcionários por problemas de saúde, e ao aumento da produtividade”, ressalta.

A supervisora de recursos humanos da Manchester Distribuidora de Ferro e Aço, Paula Yuri, diversos fatores podem contribuir direta ou indiretamente para esse aumento, ela destaca três: “O sedentarismo, a alimentação à base de gordura e fast food e o stress. Esses fatores aumentam a utilização do plano de saúde por influenciar na causa de diversas doenças e por consequência os planos de saúde repassam os custos às empresas”, observa.





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