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Ex-delegado de Jardinópolis, SP, vira réu por forjar roubo do próprio veículo

Renato Savério teria recebido R$ 149 mil com suposto golpe em seguradora. Preso desde março, ele responde ...



Geral
November 18, 2015

Renato Savério teria recebido R$ 149 mil com suposto golpe em seguradora. Preso desde março, ele responde por desvio de cigarros contrabandeados

Preso por suspeita de vender uma carga de cigarros contrabandeados, na época em que era titular da delegacia de Jardinópolis (SP); o ex-delegado Renato Savério também responderá pelo crime de estelionato. Segundo o Ministério Público, ele aplicou golpe na seguradora de veículos, ao forjar o roubo do próprio carro – um modelo SUV importado – para receber o seguro avaliado em R$ 149 mil.

O advogado do ex-delegado, Júlio César Mossin, disse que entrou com um pedido na Justiça para que o processo seja unificado a outro sobre o crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, instaurado quando Savério foi preso. Nessa ocasião, o veículo foi apreendido com as placas adulteradas.

A denúncia do MP foi aceita pela Justiça de Cravinhos (SP) em 19 de outubro. Investigação da Corregedoria da Polícia Civil havia apontado que Savério registrou boletim de ocorrência comunicando o roubo do veículo, em 23 de abril de 2014. Entretanto, ele teria escondido o automóvel até o recebimento do seguro.

Posteriormente, de acordo com a Promotoria, o ex-delegado trocou as placas por outras de um modelo SUV com as mesmas características e voltou a utilizá-lo. O veículo foi apreendido em 12 de março, quando o ex-delegado foi preso após uma perseguição policial em Restinga (SP).

Segundo caso Essa é a segunda vez que Savério se torna réu em processo criminal esse ano. Em março, a Justiça de Jardinópolis também aceitou a denúncia do MP de que o ex-delegado vendeu por R$ 200 mil uma carga de cigarros contrabandeados, apreendidos no município em dezembro no ano passado.

Para praticar o crime, Savério teria fraudado um auto de depósito, simulando que o produto havia sido incinerado. O documento falsificado, segundo investigação da Polícia Civil, foi emitido por um escrivão, que teria recebido R$ 30 mil pelo trabalho.

O agente foi preso em 24 de março, em Miguelópolis (SP); por suspeita de participação no esquema. Um terceiro suspeito de mediar a venda da carga também foi preso. Os três respondem pelos crimes de peculato, falsificação de documentos e formação de quadrilha.

Habeas corpus O advogado Julio César Mossin, que representa o ex-delegado, disse que entrou um pedido na Justiça de Cravinhos para que as ações penais de estelionato e adulteração de placa do veículo sejam unificados, uma vez que se tratam do mesmo caso.

“A defesa se manifesta no sentido de que os fatos são os mesmos. Existe o que a gente chama de conexão entre a adulteração da placa e o estelionato. A gente não está tratando, por enquanto, da inocência ou da culpa dele. Estamos tratando apenas de matéria processual”, afirmou.

Mossin disse também que, após ter o pedido de habeas corpus negado pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ); entrará com recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF); para que o ex-delegado responda pelos processos em liberdade.





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