February 12, 2016
Um estudo publicado pelo economista Luiz Castiglione mostra que a taxa média de retorno do patrimônio líquido (PL) do mercado segurador alcançou seu melhor desempenho no ano passado, apesar da crise de 2015. Segundo o levantamento, a taxa de retorno ficou em 25,09% no ano passado, a mais elevada desde 2011, que foi de 19,58%. Desde 2013, a taxa está acima de 20% ao ano do PL. O estudo identifica alguns fatores como decisivos para o bom resultado do mercado, como a cobrança de preços justos e política de subscrição de risco adequada, mas adianta que este desempenho positivo não deverá ser repetido em 2016. Também foi registrada a maior rentabilidade operacional do mercado no ano passado.
O economista explica que, em seguros, a precificação correta e a análise dos sinistros são fundamentais para que haja um equilíbrio do mercado. Para ele, apesar de as vendas terem recuado em 2015, na comparação com o exercício imediatamente anterior, a boa precificação de 2014 contribuiu de forma importante para que a sinistralidade não fosse agravada em 2015.
Custos compensados
Ele assinala que as seguradoras são obrigadas a fazer provisões técnicas de acordo com o prazo do risco – no ramo de Automóveis, por exemplo, são 12 meses. “Com isso, podemos dizer que, em 2015, tivemos seis meses de prêmios ganhos de 2014 (quando o mercado ainda estava aquecido) e mais seis meses de 2015 (período em que os prêmios estavam declinantes). Ao lado disso, tivemos um aperto na regulação e no combate à fraude, culminando numa sinistralidade abaixo da registrada em 2014. Resultado: os prêmios ganhos se expandiram 8,5%, enquanto os sinistros, 5,1%. Também tivemos a contribuição importante do resultado financeiro (crescimento de 21,8%); devido ao aumento da taxa de juros”, explicou ele.
Ou seja, a taxa de sinistralidade declinou no ano passado, os custos de aquisição se mantiveram estáveis e os ganhos financeiros foram incrementados pelo aumento da taxa básica de juros, absorvendo um ligeiro aumento das despesas administrativas.
Este ano, a situação é diversa da apresentada no ano passado e já reflete mais de perto a redução das vendas ocorrida em 2015. “Em 2016 teremos (na média) seis meses de prêmios ganhos de 2015 (que estavam em queda) e mais seis meses de 2016 (também em queda). Se a precificação for atingida por descontos elevados (concorrência predatória); os sinistros vão manter seu valor (pelo menos, acompanhando a inflação) e a sinistralidade tende a ser mais severa. Nesse cenário, poderemos ter alta dos custos de comercialização e perdas de escala nos custos administrativos (crescimento superior às vendas). Se a taxa de juros for mantida, o benefício ocorrido em 2015 não será o mesmo e a tendência é queda de resultados. Este mesmo raciocínio se aplica para 2017”, destacou o especialista.
Para ele, a disputa acirrada de prêmios deve atingir ramos tradicionais como Automóveis, Vida em Grupo, Acidentes Pessoais, Residencial, Prestamista e Habitacional. Ou seja, os massificados tradicionais mais tradicionais.
O estudo do economista Luiz Castiglione está disponível no site (http://www.sindsegsp.org.br/site/) do Sindicato das Empresas de Seguros, Resseguros e Capitalização de São Paulo (Sindseg-SP).
VEJA TAMBÉM
Descontos e facilidades estarão disponíveis para a contratação do Seguro para Equipamentos e Seguro Auto.
Seguradora registra crescimento de 35% e mais de 7,6 milhões de vidas seguradas.
Seguradora reforça compromisso em promover qualidade de vida e saúde por meio da prática de atividade física



