April 25, 2016
As empresas chinesas anunciaram, desde o início de 2015 até à data, nove operações de fusão e aquisição de seguradoras estrangeiras, colocando aquele setor como o "próximo alvo do capital chinês", noticia hoje a imprensa estatal.
No conjunto, os negócios ascendem a 8,4 mil milhões de dólares (7,4 mil milhões de euros); um acréscimo de 280%, face a 2014, segundo dados da consultora Dealogic, citados pelo jornal oficial China Daily.
Ambos os grupos quiseram comprar o Novo Banco, numa corrida em que participou também o fundo de investimento norte-americano Apolo, mas nenhum conseguiu chegar a acordo com o Banco de Portugal.
Em 2014, o Fosun pagou mais de mil milhões de euros pela Fidelidade, que detém cerca de 30% do mercado segurador português, num negócio que o China Daily aponta como um dos mais "proeminentes" do grupo.
Entretanto, passou a controlar também o grupo Luz Saúde (anteriormente do Grupo Espírito Santo); dono de 18 unidades hospitalares em Portugal.
Este fluxo de investimentos surge numa altura em que as seguradoras europeias "se deparam com exigências regulatórias mais rigorosas e taxas de juro baixas, que reduziram os retornos dos seus investimentos", conclui o China Daily, que cita diferentes analistas.
Os setores da energia e dos recursos naturais eram até há poucos anos os destinos quase exclusivos do investimento chinês além-fronteiras.
As áreas dos serviços e da tecnologia têm, no entanto, assumido maior preponderância, refletindo a transição da economia chinesa para um modelo mais eficiente e assente no consumo.
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