Intitulado ‘Lacuna de Proteção Patrimonial na América Latina’, o estudo mostra que a parte não segurada de perdas ocasionadas por catástrofes naturais vem crescendo de forma contínua nos países latino-americanos. Apesar de enchentes e tempestades corresponderem aos riscos mais frequentes, com 60% e 17% respectivamente, foram os terremotos os responsáveis pela maior parte das perdas – o correspondente a US$ 90,5 bilhões desde 1990, dos quais 83,3% não eram seguradas.
Fatores
“Uma das principais razões para o aumento da exposição a catástrofes naturais na região pode ser atribuída ao desenvolvimento econômico e urbanização que aumentaram o valor do patrimônio, criando concentrações de risco mais altas”, aponta a Swiss Re. A partir de 2014, a América Latina, segundo a resseguradora, se tomou a segunda região mais urbanizada do mundo, com 80% da população morando em cidades, percentual que pode chegar a 86% em 2050.
Levando-se em consideração a modelagem de riscos sísmicos, o estudo estima ainda que, dentre os US$ 6,9 bilhões em perdas causadas por terremotos na América Latina, cerca de US$ 6,1 bilhões (88%) equivalem a perdas patrimoniais não seguradas. O país com os maiores prejuízos relacionados a abalos sísmicos é o Chile, com média de US$ 854 milhões anuais no período de 1985 a 2015.



