May 2, 2016
Os planos de saúde e seguros de assistência à saúde estão se preparando para oferecer o atendimento para diagnóstico e tratamento do vírus zika, informou a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). De acordo com a entidade, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deverá divulgar os critérios para esse atendimento em breve e a intenção é, desde já, antecipar um mapeamento do atendimento necessário. As informações foram repassadas pela Agência Brasil.
Em nota à imprensa, a FenaSaúde ressaltou que os exames não estavam previstos inicialmente no rol de coberturas obrigatórias. Consequentemente, representarão custos adicionais ao sistema de saúde suplementar. A entidade acrescentou que não é possível prever quanto ou se haverá repasse aos clientes. Afirmou que será primeiro preciso analisar os critérios definidos.
Conforme a FenaSaúde, a comunidade científica brasileira, assim como entidades do setor de saúde, está aprendendo diariamente sobre a dinâmica de infecção do vírus zika. Estudos apontam risco médio de 1% de malformações neurológicas em fetos expostos à doença. Além disso, os quadros de paralisia flácida em crianças e adultos, conhecidos como Síndrome de Guillain-Barré, são relacionados a essa infecção.
A entidade alertou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou recentemente alguns testes laboratoriais para o diagnóstico do zika, que têm metodologias distintas: uns detectam a quantidade de anticorpos e outros a presença direta do vírus. Como todos os exames laboratoriais estão sujeitos a falhas, a melhor forma de evitar o erro é a indicação precisa, ou seja, o quadro clínico deve sugerir a doença, e o prazo de coleta tem de ser dentro do recomendado pelo fabricante.
Segundo a FenaSaúde, as ações das entidades associadas à federação incluem desde já o mapeamento e a mobilização da rede de atendimento em todo o território nacional. Além disso, auxiliam os órgãos de saúde na identificação de pessoas que tenham sido internadas com suspeita ou confirmação da enfermidade.
A FenaSaúde participou ativamente do debate sobre a Resolução Normativa da ANS que definirá o protocolo de solicitação para o exame de diagnóstico do vírus zika. O objetivo é atender os pacientes nos casos cientificamente indicados e seguindo os critérios estipulados, a fim de maximizar resultados e evitar desperdícios.
No dia 19 de abril, a ANS finalizou uma proposta para incorporação de exames de detecção de vírus zika ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que estabelece a cobertura obrigatória que os planos de saúde devem oferecer aos clientes.
Assim que for aprovada, a ANS dará prazo para que operadoras de planos de saúde organizem a rede de atendimento e de laboratórios para oferecerem os exames aos seus clientes. A cobertura do teste rápido para as demais doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypt, dengue e chicungunha já é obrigatória.
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