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Despesas em elevação

As operadoras de planos de saúde de autogestão estimam que terão um aumento de, pelo menos, 5% nos gastos ...



Geral
May 3, 2016



As operadoras de planos de saúde de autogestão estimam que terão um aumento de, pelo menos, 5% nos gastos com o tratamento da zika e da dengue neste ano. Na conta, não está contabilizada a chicungunha, outra moléstia transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. “Ainda não temos um número definitivo, mas estatísticas de algumas operadoras mostram que a despesa poderá crescer nesse percentual só por conta dessas duas patologias”, afirmou João Paulo dos Reis Neto, diretor técnico da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas).


“Atuarialmente, nenhuma operadora calculou isso. A gente não esperava que fosse ter um número tão grande de zika, com a possibilidade de afetar gestantes e bebês. Isso vai exigir mais tomografias, ultrassonografias e ressonâncias, fora os atendimentos médicos. A gente só vai ter a dimensão exata daqui a alguns meses”, completou.


Neto participou ontem de seminário sobre os “Desafios normativos e regulatórios para as operadoras de autogestão”, que são planos de saúde administrados por empresas, fundações e caixas de assistência, muitas vezes subsidiados por patrocinadores como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras. No Brasil, há 5,5 milhões de beneficiários, dos quais 1,5 milhão no setor público, com convênios como o Postal Saúde (dos Correios); Assefaz (dos funcionários do Ministério da Fazenda); e Geap (servidores de vários ministérios).


Provisões
O surto de novas doenças provocará ainda outros problemas para as operadoras. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); pelo critério de provisão, quer que as autogestoras depositem o dinheiro que gastariam, baseado em cálculos atuarias do custo de cada internação. “Tem que ter um dinheiro para o futuro e para o presente. Se a operadora tem um capital de R$ 40 milhões por mês, tem que guardar R$ 120 milhões”, explica Reis Neto.


O diretor da Unidas disse que foi entregue um plano em dezembro do ano passado para ANS, mas, até agora, a agência, não se manifestou. A paralisia do governo, devido à crise política em torno do impeachment da presidente Dilma Rousseff, tem prejudicado os entendimentos, pois não permite agendar encontros com ministros, senadores e deputados. “O momento é de compasso de espera. Enquanto não se resolver isso, ninguém toma uma decisão”, lamentou.






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