Após se negar a participar da cerimônia de lançamento do Plano Safra 2016/2017, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); João Martins, não poupou críticas à ministra Kátia Abreu (PMDB-TO) e ao governo. Ele classificou o anúncio de R$ 202,9 bilhões em linhas de financiamento para o setor rural como precipitado já que a presidente Dilma Rousseff deve ser afastada do na próxima semana.
Martins ainda alertou que a ministra da Agricultura deixou de contar com a simpatia do setor ao se manter fiel ao governo quando os produtores rurais se posicionaram favoráveis ao impeachment. Presidente licenciada da CNA, ela pretende voltar ao posto, mas Martins destacou que isso não deve ocorrer. “Ela cortou o cordão umbilical com os produtores rurais. Eles não a querem de volta”, destacou.
Para ele, o setor carece de um seguro rural com mais recursos. Na opinião de Martins, os R$ 400 milhões anunciados no Plano Safra são insuficientes para atender aos produtores rurais. Ele destacou que são necessários pelo menos R$ 1 bilhão. “Nos Estados Unidos o seguro rural chega a US$ 7 bilhões. Também precisamos ter juros menores. As taxas são muito alta”, afirmou.



