Publicidade


Corrida contra a zika

O surto de casos de microcefalia associados com o vírus da zika, no Brasil e noutros países, impulsionou u ...



Geral
May 13, 2016



O surto de casos de microcefalia associados com o vírus da zika, no Brasil e noutros países, impulsionou um vagalhão de publicações científicas. A associação é nova e extraordinária, e a emergência por ela criada também imprime feições extraordinárias à onda de pesquisas sobre o assunto.




A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a microcefalia como emergência internacional em 1º de fevereiro. Em seu plano de ação, propôs acelerar a publicação de estudos e o desenvolvimento de vacinas, diagnósticos e terapias. Desde então, já editou 15 artigos em seu boletim especial, “Open Zika”.


A celeridade se justifica pelo imperativo de fazer circular mais rapidamente informações que possam ser úteis a outros pesquisadores e a profissionais de saúde no front de tratamento dos afetados.


Para tanto, abre-se mão, temporariamente, da principal salvaguarda da qualidade científica, a revisão por pares (“peer review”).


Em situação normal, o que decerto não se aplica à zika, pesquisas podem demorar vários meses para sair em periódicos. Isso em geral só ocorre depois de respondidas todas as questões suscitadas por revisores especializados.


O vírus zika, embora isolado há sete décadas, é um grande desconhecido. Toda revelação sobre seu modo de atuação no organismo, com consequências tão devastadoras sobre o sistema nervoso humano, torna-se potencialmente valiosa e não pode dormir nas gavetas.


Pesquisadores do mundo todo, e notadamente no Brasil, atenderam ao chamado da OMS e vêm publicando seus artigos de modo imediato, sem esperar pela chancela dos pares. Utilizam para isso repositórios eletrônicos de estudos preliminares, não auditados, como “bioRxiv” e “PeerJ Preprints”.


Assim procedem, entre outros os grupos de Paolo Zanotto, da USP, e de Stevens Rehen, da UFRJ. Eles têm veiculado por esse atalho estudos de grande repercussão, dos efeitos do vírus zika em minicérebros cultivados em laboratório à presença do vírus em saguis e macacos-prego do Ceará.


A pressa, no entanto, não torna obsoleto o controle de qualidade, ainda que a posteriori. A zika engendrou uma situação excepcional, impondo a agilidade na divulgação de resultados. Leigos e especialistas, contudo, não podem perder de vista seu caráter preliminar e a necessidade de tomá-los pelo valor de face apenas depois de submetidos ao teste do tempo.


Referência: Folha de São Paulo








Publicidade


VEJA TAMBÉM


guerra-no-oriente-medio-pressiona-mercado-global-de-seguros-maritimos
Guerra no Oriente Médio pressiona mercado global de seguros marítimos

Para Tatiana Algodoal, cancelamentos de cobertura são mecanismo previsto no mercado, mas impactos sobre ar ...


tokio-marine-reduz-em-95-o-tempo-de-cotacao-do-seguro-de-transportes-avulso-com-uso-de-inteligencia-artificial
Tokio Marine reduz em 95% o tempo de cotação do Seguro de Transportes Avulso com uso de Inteligência Artificial

Nova funcionalidade permite realizar cotações de Apólices Avulsas Nacionais em cerca de 30 segundos por me ...


parceria-entre-tudo-no-bolso-e-capemisa-capitalizacao-permite-que-trabalhadores-tenham-acesso-a-credito-e-concorram-a-premios
Parceria entre Tudo no Bolso e CAPEMISA Capitalização permite que trabalhadores tenham acesso a crédito e concorram a prêmios

Na campanha "Crédito Premiado Tudo No Bolso", válida até 16 de março, trabalhadores com carteira assinada ...









topo