May 14, 2016
Entre os modelos fabricados no Brasil, Mercosul e México, VW Up! foi o campeão de elevação nos últimos 12 meses
As concessionárias andam lotadas ultimamente. Porém, o excesso de contingente é só de automóveis zero km. Clientes para comprá-los? Poucos. Visitamos uma loja da capital paulista, em uma movimentada avenida, e encontramos vendedores de braços cruzados, checando o celular, navegando na internet... mas nada de negócios fechados. Os raros interessados visitam as lojas sem compromisso, só na olhadinha, para pesquisar e sonhar. E dá-lhe cafezinho sem aperto de mão.
Infelizmente essa situação se repete por todo o país. A cena ilustra os números negativos que vêm sendo divulgados desde o ano passado sobre o setor automotivo, no segmento de novos. Demanda, vendas e produção caem. Mas o efeito dominó não derruba os preços. Enquanto as vendas recuaram 25,7% e a produção caiu 25,8% no acumulado do ano, os preços aumentaram 7,4%, em média, segundo a consultoria Jato Dynamics. Na verdade, esse índice não chega a ser assustador - está abaixo da inflação registrada durante o período, de 9,28%, segundo o IPCA-IBGE. No entanto, alguns modelos subiram bem acima do índice.
É o caso do VW High Up!, que ficou 17,2% mais caro (R$ 7.550) nos últimos 12 meses, o maior aumento de todos em termos percentuais - em números absolutos, o campeão seria o Toyota SW4 SRX a diesel, que subiu de R$ 201.950 para R$ 224.400, um aumento de R$ 22.450 que representa uma alta percentual de 11,1% sobre o valor de maio de 2015.
O levantamento feito pela consultoria de mercado Data2Mkt a pedido de QUATRO RODAS considerou os modelos fabricados no Brasil, nos países do Mercosul e no México (com os quais o país possui acordos de comércio que reduzem a incidência de impostos); e não inclui veículos importados dos EUA, Europa e Ásia, que em geral tiveram aumentos ainda maiores por causa da desvalorização do real. A pesquisa também se limitou a apenas uma versão por modelo - no caso, a versão que teve a maior subida de preço dentro da linha.
"Os reajustes podem ser justificados tanto pelo acréscimo de itens de série, quanto pelo percentual de conteúdo importado em cada modelo", diz o consultor Paulo Garbossa. "Há casos em que, mesmo com a fabricação nacional, metade do custo da produção do carro é tarifado em dólar. Com a moeda americana em alta, esse aumento é diretamente passado ao consumidor", afirma.
Além disso, o crescimento nos preços públicos também pode estar ligado à alta demanda por alguns modelos específicos, como é o caso do Honda HR-V e o Jeep Renegade. Os SUVs tinham até 90 dias de espera em seus respectivos lançamentos, há pouco mais de um ano. O Honda é hoje o sexto automóvel mais emplacado no acumulado de 2016, enquanto o Jeep é o décimo primeiro, segundo o ranking da Fenabrave. Na pesquisa, o HR-V EX CVT teve uma alta de 12,7% ou R$ 10.200, enquanto o Renegade Longitude 1.8 subiu 11.9% ou R$ 9.590.
(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA)
VEJA TAMBÉM
Para Tatiana Algodoal, cancelamentos de cobertura são mecanismo previsto no mercado, mas impactos sobre ar ...
Nova funcionalidade permite realizar cotações de Apólices Avulsas Nacionais em cerca de 30 segundos por me ...
Na campanha "Crédito Premiado Tudo No Bolso", válida até 16 de março, trabalhadores com carteira assinada ...



