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Equipe econômica é bem recebida, mas mercado cobra medidas

Sem medidas prontas para divulgar, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, parcelou o anúncio da equipe ...



Geral
May 18, 2016

Sem medidas prontas para divulgar, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, parcelou o anúncio da equipe econômica. Confirmou ontem o nome de Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú, para a presidência do Banco Central, e de mais três novos secretários que terão como missão principal o ajuste fiscal e o controle das despesas públicas. As indicações para o comando da Caixa e do Banco do Brasil, porém, foram adiadas, ainda sem previsão de data.

O “time de Meirelles”, formado por executivos e pesquisadores com perfil notadamente liberal - Mansueto Almeida, na Secretaria de Acompanhamento Econômico; Carlos Hamilton, na Secretaria de Política Econômica; e Marcelo Caetano, na Secretaria de Previdência - agradou ao mercado financeiro. Mas a falta de medidas concretas para sinalizar como o País poderá sair da crise começa a causar ansiedade.

Para Thais Zara, economista-chefe da Rosenberg Associados, a estratégia de avaliar a situação primeiro para anunciar medidas depois talvez até seja adequada, dada a situação política. “Mas também não pode demorar muito. A ansiedade do mercado é grande”, disse.

Escolhido para presidir o Banco Central, Ilan Goldfajn era economista-chefe do Itaú Unibanco. Para assumir a nova posição, ele precisará passar por uma sabatina no Senado Federal. Economista, com mestrado pela PUC-Rio e doutorado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT); Ilan foi consultor do Banco Mundial, do FMI e das Nações Unidas. Em nota, Alexandre Tombini, que ocupa o cargo atualmente, disse que "as qualidades e a formação de Ilan o credenciam a uma bem sucedida gestão."

Mansueto Facundo de Almeida Jr assume a Secretaria de Acompanhamento Econômico. Economista com doutorado pelo MIT (USA); Mansueto ocupou o cargo de coordenador-geral de Política Monetária e Financeira na Secretaria de Política Econômica (1995-1997) e também foi assessor da Comissão de Desenvolvimento Regional e de Turismo do Senado (2005-2006). Agora, sua principal função é dar um diagnóstico das despesas públicas. A SEAE também vai cuidar de atividades na área de competitividade e microeconomia.

No comando da Secretaria de Política Econômica, ficou definido o ex-diretor do Banco Central Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo. Recentemente, Hamilton ocupou cargo na diretoria do grupo J&F Investimentos, onde trabalhou com Henrique Meirelles. Cearense, ele teve passagens pelo Banco do Estado do Ceará e pelo Tesouro, e exerceu diversas funções no BC. Em seu novo posto, será o formulador das políticas macroeconômicas que vão fundamentar as ações do governo federal.

Economista do Instituto de Pesquisas Econômicas (IPEA) há 20 anos, Marcelo Caetano foi o escolhido para comandar a nova secretaria de Previdência Social. Neste posto, Caetano vai formular uma política especialmente sobre a questão da aposentaria, assunto altamente em voga atualmente e que já está sob a mira das centrais sindicais.

O nome de Maria Sílvia Bastos Marques foi anunciado para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); em substituição a Luciano Coutinho. A executiva retorna ao banco de fomento, onde atuou como diretora de 1991 a 1992, durante o governo Collor, quando Eduardo Modiano presidia a instituição. Sua carreira inclui também a presidência da siderúrgica CSN e da Icatu Seguros. À frente do BNDES, Maria Sílvia responde diretamente ao Ministro do Planejamento, Romero Jucá, que a classificou como "competente e experiente".

Funcionário de carreira do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira ocupa o cargo de secretário da área desde 2015, quando entrou interinamente. Em fevereiro de 2016, Ladeira foi confirmado no posto pelo então ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Com boa relação com o mercado financeiro e com os representantes das agências internacionais de classificação de risco, Ladeira garantiu sua permanência sob o camando de Meirelles. Ele foi presidente do Conselho Fiscal do Banco do Brasil Investimentos S.A. (2001 a 2005 e 2009 a 2012) e do Conselho Fiscal do Banco do Brasil S.A. (2005 a 2009).

O Secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, também se manteve em seu cargo, o qual assuminiu no iníco de 2015. Essa é a segunda passagem de Jorge Antônio Deher Rachid no comando do órgão, após ter exercido a mesma função no período de janeiro de 2003 a julho de 2008.

O economista da 4E Consultoria Bruno Lavieri também disse concordar com a cautela de Meirelles, mas destacou a necessidade do anúncio de novas medidas. “O novo governo já está trabalhando no esboço das medidas há algum tempo.”

Diante da pressão por medidas, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, pediu “paciência” e “um tempo mínimo”. “É um governo de dois dias, mas a sensação que tenho é que estamos no governo há quatro anos”, disse. Depois de uma reunião com o presidente em exercício, Michel Temer, e líderes da base aliada, Geddel admitiu que o governo ainda precisa concluir o levantamento “de coisas gravíssimas que erramos”. “Não tem lua de mel com o mercado. Há um casamento que começou com uma rapidez danada”, disse.

Na segunda entrevista coletiva convocada desde que assumiu o cargo, na semana passada, Meirelles voltou a dar sinais em direção à reforma na Previdência e corte de despesas, mas não avançou nos detalhes de seu plano de voo para solucionar o buraco nas contas públicas. Meirelles voltou a dizer que a confiança vai evoluir gradualmente com a reforma da Previdência e conforme forem anunciadas medidas fiscais. “A retomada da confiança é algo geométrico, começa devagar e depois acelera.”

Em relação à necessidade de criação de um imposto transitório, como a CPMF, ou de elevação da carga tributária com outros tributos, como a Cide (incidente nos combustíveis); disse que não há decisão e que “tudo será objeto de análise”.





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