May 23, 2016
A crise econômica, que atingiu as operadoras de saúde, somou ainda mais um desafio para os planos: a alta da sinistralidade nas operações por conta da saída de muitos jovens do mercado de trabalho e, consequentemente, da carteira de beneficiários.
A taxa de crescimento médio anual do número de beneficiários de planos médico-hospitalares foi de 3,4%, nos últimos dez anos, enquanto, nos planos exclusivamente odontológicos, a alta foi mais expressiva, de 13,5%. Contudo, com o agravamento da crise econômica, o desempenho do setor ficou comprometido.
Segundo Boletim da Saúde Suplementar da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde); em 2015, o setor perdeu 766 mil beneficiários – cerca de 400 mil relacionados diretamente ao fechamento de vagas formais de empregos.
Para a entidade, a retração do mercado formal de trabalho se mostra mais acentuada na população mais jovem, o que tem impactado o perfil das carteiras. Mostra disso, é a participação de beneficiários com 60 anos ou mais idade que passou de 11,1%, em dezembro de 2005, para 12,3%, no mesmo mês de 2016. Por outro lado, a fatia de clientes com idades entre zero e 19 anos passou de 28,3% para 25,4%. Se em dezembro de 2000, a cada beneficiário com 60 anos ou mais de idade, havia 3 com idades entre 0 e 19 anos. Hoje a proporção é 2 para 1.
VEJA TAMBÉM
Para Tatiana Algodoal, cancelamentos de cobertura são mecanismo previsto no mercado, mas impactos sobre ar ...
Nova funcionalidade permite realizar cotações de Apólices Avulsas Nacionais em cerca de 30 segundos por me ...
Na campanha "Crédito Premiado Tudo No Bolso", válida até 16 de março, trabalhadores com carteira assinada ...



