Geral
May 24, 2016
Esta é a terceira vez os trabalhos ocorrem em Gravataí. Um dos estabelecimentos fiscalizados já havia, inclusive, sido fechado na quinta edição da operação. No local, peritos do IGP e policiais da Delegacia de Roubo de Veículos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DRV/DEIC) localizaram e identificaram um bloco de motor e para-brisas de veículos oriundos de veículos roubados. Duas pessoas foram conduzidas para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DEMA/DEIC); sendo uma atuada por crime ambiental.
O secretário da Segurança Pública, Wantuir Jacini, ressaltou a importância de trabalhar com base na inteligência policial para a maximização dos resultados. “Assim como mapeamos todos os possíveis locais de comércio irregular de peças e receptação de veículos roubados, temos também, o acompanhamento pós-operação. Dessa forma, conseguimos surpreender e, novamente, acabar com o estoque do grupo que utilizava este local como base para suas atividades ilícitas”.
Um dos estabelecimentos comercializava peças cadastradas em nome de outra empresa, regularizada junto ao Detran/RS. “Este procedimento não é permitido. Desta forma, todas as peças serão recolhidas e encaminhadas para trituração”, garantiu o chefe da Divisão de Desmanches do Detran/RS, Gerson Drevnovicz.
A força-tarefa da Operação Desmanche já fechou 22 estabelecimentos, prendeu 19 pessoas e encaminhou para reciclagem mais de cerca de 950 toneladas de sucatas apreendidas. A divulgação oficial da pesagem das peças encaminhadas para trituração leva em torno de 48 horas, em virtude do processo de carregamento, transporte e aferição.
Todo material encontrado foi apreendido com base na regulamentação estadual da Lei Federal dos Desmanches, que só autoriza o desmanche de veículos e a venda de peças usadas a empresas credenciadas pelo Estado.
Lei dos Desmanches
A Lei Federal 12.977 (Lei dos Desmanches) entrou em vigor em 20 de agosto de 2015, com o objetivo de combater a recepção de veículos roubados. Desde esta data, somente podem atuar no comércio de peças usadas empresas registradas no Detran/RS. Essas empresas devem seguir uma série de requisitos e incluir cada uma das peças à venda no sistema informatizado, vinculando-as à nota fiscal e à placa do veículo de origem. O Rio Grande do Sul possui hoje 212 empresas de desmanches registradas.
Força-tarefa
A força-tarefa foi designada pelo governador José Ivo Sartori para atuar na fiscalização dos estabelecimentos ilegais. Cada um dos órgãos envolvidos tem uma função específica nas operações. A Secretaria da Segurança Pública coordena o trabalho do grupo e também define os alvos, através do Setor de Inteligência.
O Instituto-Geral de Perícias tem a função de identificar peças roubadas e atua na parte criminal das operações, juntamente com a Polícia Civil, que também efetua as prisões. O Detran/RS autua administrativamente as empresas e coordena todo o trabalho de apreensão da sucata e sua destinação para reciclagem. A Brigada Militar, por fim, faz a segurança de toda a operação com agentes do Batalhão de Operações Especiais (BOE).
Consulta a peças
O consumidor também pode ajudar a desestimular o comércio ilegal de peças usadas, comprando somente em empresas credenciadas ao Detran/RS. Essas empresas têm na fachada o logotipo da autarquia, e cada peça é vendida com código de barras e nota fiscal eletrônica.
Também é possível consultar, no site www.detran.rs.gov.br/consulta-pecas a relação de empresas credenciadas ao Estado. Nos chamados Centros de Desmanches de Veículos (CDVs); além da garantia de origem lícita, as peças passaram pelo aval de um responsável técnico, que atesta suas condições de segurança. No link também é possível fazer uma busca por peças e por município.
May 24, 2016
[caption id="attachment_41981" align="alignleft" width="300"] Esta é a terceira vez os trabalhos ocorrem em Gravataí. -
Foto: Rodrigo Ziebell_SSPRS[/caption]
A 12ª edição da Operação Desmanche ocorreu nesta sexta-feira (20); no município de Gravataí. Agentes da Secretaria da Segurança Pública, Polícia Civil, Detran/RS, Instituto-Geral de Perícias e Brigada Militar fiscalizaram e fecharam dois estabelecimentos no município da Região Metropolitana de Porto Alegre.
Esta é a terceira vez os trabalhos ocorrem em Gravataí. Um dos estabelecimentos fiscalizados já havia, inclusive, sido fechado na quinta edição da operação. No local, peritos do IGP e policiais da Delegacia de Roubo de Veículos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DRV/DEIC) localizaram e identificaram um bloco de motor e para-brisas de veículos oriundos de veículos roubados. Duas pessoas foram conduzidas para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DEMA/DEIC); sendo uma atuada por crime ambiental.
O secretário da Segurança Pública, Wantuir Jacini, ressaltou a importância de trabalhar com base na inteligência policial para a maximização dos resultados. “Assim como mapeamos todos os possíveis locais de comércio irregular de peças e receptação de veículos roubados, temos também, o acompanhamento pós-operação. Dessa forma, conseguimos surpreender e, novamente, acabar com o estoque do grupo que utilizava este local como base para suas atividades ilícitas”.
Um dos estabelecimentos comercializava peças cadastradas em nome de outra empresa, regularizada junto ao Detran/RS. “Este procedimento não é permitido. Desta forma, todas as peças serão recolhidas e encaminhadas para trituração”, garantiu o chefe da Divisão de Desmanches do Detran/RS, Gerson Drevnovicz.
A força-tarefa da Operação Desmanche já fechou 22 estabelecimentos, prendeu 19 pessoas e encaminhou para reciclagem mais de cerca de 950 toneladas de sucatas apreendidas. A divulgação oficial da pesagem das peças encaminhadas para trituração leva em torno de 48 horas, em virtude do processo de carregamento, transporte e aferição.
Todo material encontrado foi apreendido com base na regulamentação estadual da Lei Federal dos Desmanches, que só autoriza o desmanche de veículos e a venda de peças usadas a empresas credenciadas pelo Estado.
Lei dos Desmanches
A Lei Federal 12.977 (Lei dos Desmanches) entrou em vigor em 20 de agosto de 2015, com o objetivo de combater a recepção de veículos roubados. Desde esta data, somente podem atuar no comércio de peças usadas empresas registradas no Detran/RS. Essas empresas devem seguir uma série de requisitos e incluir cada uma das peças à venda no sistema informatizado, vinculando-as à nota fiscal e à placa do veículo de origem. O Rio Grande do Sul possui hoje 212 empresas de desmanches registradas.
Força-tarefa
A força-tarefa foi designada pelo governador José Ivo Sartori para atuar na fiscalização dos estabelecimentos ilegais. Cada um dos órgãos envolvidos tem uma função específica nas operações. A Secretaria da Segurança Pública coordena o trabalho do grupo e também define os alvos, através do Setor de Inteligência.
O Instituto-Geral de Perícias tem a função de identificar peças roubadas e atua na parte criminal das operações, juntamente com a Polícia Civil, que também efetua as prisões. O Detran/RS autua administrativamente as empresas e coordena todo o trabalho de apreensão da sucata e sua destinação para reciclagem. A Brigada Militar, por fim, faz a segurança de toda a operação com agentes do Batalhão de Operações Especiais (BOE).
Consulta a peças
O consumidor também pode ajudar a desestimular o comércio ilegal de peças usadas, comprando somente em empresas credenciadas ao Detran/RS. Essas empresas têm na fachada o logotipo da autarquia, e cada peça é vendida com código de barras e nota fiscal eletrônica.
Também é possível consultar, no site www.detran.rs.gov.br/consulta-pecas a relação de empresas credenciadas ao Estado. Nos chamados Centros de Desmanches de Veículos (CDVs); além da garantia de origem lícita, as peças passaram pelo aval de um responsável técnico, que atesta suas condições de segurança. No link também é possível fazer uma busca por peças e por município.
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