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Quatro Rodas: corretores elogiam postura da Susep

A decisão da Susep de enviar correspondência para a “Revista Quatro Rodas”, rebatendo vários tópicos da re ...



Geral
June 9, 2016

A decisão da Susep de enviar correspondência para a “Revista Quatro Rodas”, rebatendo vários tópicos da reportagem “Negócio entre amigos”, publicada em maio do referido veículo, abordando as chamadas “proteções veiculares”, recebeu muito elogios dos corretores de seguros que integram a comunidade do CQCS.

Foi o caso de Francisco Bataglia, que fez questão de parabenizar o superintendente da Susep, Roberto Westenberger. “Se não houver uma voz de comando em nossa superintendência, o caos irá dominar aos poucos. Sejam firmes, nossa classe o apoia”, frisou.

Já Augusto Mueller elogiou a abordagem direta. Ele ressaltou, contudo, que faltou abordar e apontar o exercício ilícito praticado ao comercializar seguros sem a presença de um corretor devidamente habilitado. “Mas, estamos no caminho certo. Parabéns aos que estão preocupados com o futuro da profissão”, acentuou.

Por sua vez, Helder Lara Barbosa, da Todo Risco Corretora de Seguros, salientou o fato de a Susep não “ficar no silêncio” frente a uma frontal agressão ao mercado de seguros. Gostaria de ter lido ou tomado conhecimento de algo parecido da CNseg, pois, nós corretores, sindicatos, clubes de corretores e Fenacor, além do próprio CQCS fizemos a nossa parte”, destacou.

Arnuss Junior, da Consulte Seguros também ficou feliz com a atitude da Susep. “Gostei do puxão de orelha. Vamos ver o que virá na próxima revista”, comentou.

Comentário semelhante foi feito por Igor, da Camburi Corretora de Seguros, que é assinante da Quatro Rodas há 12 anos. “Quero saber se a Quatro Rodas vai se retratar. Estou aguardando, ansioso, destacou.

Na mesma linha de raciocínio, Fabri, da Deffende Corretora de Seguros, parabenizou a Susep pela “abordagem sutil e educada à revista”. Para ele, porém, faltou deixar claro ao editor da revista que os “segurados” das cooperativas que eventualmente venham a ter um sinistro e não forem indenizados, “podem e devem acionar a Quatro Rodas subjetivamente.

Igualmente satisfeito, o corretor Antonio, da Antonio Seguros, disse que espera, agora, que a revista publique essas explicações da Susep, até para que os leitores possam entender as diferenças do mercado na hora de contratar um seguro.

CORRESPONDÊNCIA. Como o CQCS noticiou, na mensagem enviada para a revista, a Susep alerta que essas “proteções veiculares” se constituem em operações não reconhecidas pela legislação vigente e “podem trazer prejuízos ao público leitor da revista e consumidores de seguros de forma geral.

Cita ainda a chamada de capa da matéria “Economia – Pague até 70% menos no seguro de cooperativa” advertindo que “há uma ilegalidade contida nesta afirmação”, por ser vedada a comercialização de seguros através de cooperativas, as quais, de acordo com o artigo 245 do Decreto Lei 73/66, só podem comercializar, exclusivamente, seguros agrícolas, de saúde e de acidentes de trabalho, devidamente autorizadas pela Susep.

Outro ponto criticado pela Susep foi o título de página da reportagem: “Cooperativas oferecem seguros até 70% mais baratos do que as seguradoras tradicionais”. Na avaliação da Susep, apesar de a matéria fazer uma ressalva ao consumidor sobre os riscos que essas operações oferecem, para o leitor menos atento ou não tão familiarizado com o assunto, pode “ocorrer uma indução involuntária resultando na escolha para proteção do veículo de uma entidade que passe por seguradora, mas não esteja autorizada a atuar como tal”.

O texto critica também o quadro ilustrativo, sob o título “O custo da segurança”, tendo como subtítulo “Comparamos o preço do seguro de seis modelos 0 Km entre três seguradoras e três cooperativas”. Para a Susep, tal comparação se constitui numa ilegalidade. “Não há similaridade entre os seguros oferecidos por empresas com sólidas reservas que garantem as indenizações aos consumidores, e as operações da chamada proteção veicular, que não possuem nenhum tipo de garantia, enfatiza a autarquia.

O superintendente da Susep igualmente aponta o risco de se induzir os consumidores a acreditar que ao contratar uma “proteção veicular”, ele esteja contratando um seguro, com todas as garantias que as seguradoras autorizadas pela Susep oferecem. E destaca que as citadas Auto Visa Rio, AGPV do Brasil e APM Brasil não possuem autorização para comercializar seguros.

Por fim, o texto informa que a Susep foi responsável por 161 ações civis públicas, atualmente em curso, contra cooperativas, associações e outras instituições que operavam indevidamente, sob a forma de seguradoras. Com o intuito de colaborar com a revista, levando em conta seus princípios de bem informar aos leitores, reforço este alerta para os fatos destacados da reportagem, tendo a certeza de que todas as controvérsias apontadas serão esclarecidas da melhor forma possível”, conclui a mensagem.

Confira aqui a carta enviada pela Susep à revista Quatro Rodas.





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