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Crise aumenta procura por produto alternativo no mercado segurador

Apesar da alta no volume de sinistros, os preços mais em conta impulsionaram expansão de 30% na base de cl ...



Geral
June 28, 2016

Apesar da alta no volume de sinistros, os preços mais em conta impulsionaram expansão de 30% na base de clientes da Ituaram , que ganha apelo nas classes A e B com seguro de auto simplificado

O seguro alternativo para coberturas de roubo e furto está trazendo ganhos na base de clientes do setor e maior aderência de classes mais altas. O volume de sinistros e ocorrências, porém, registra altas mensais superiores a 40%.

De acordo com Roberto Posternak, diretor comercial da Ituran, o mercado segurador decrescente nos últimos anos e o aumento dos preços das seguradoras ante o crescimento de 5,69% de sinistros no segmento como um todo impulsionam o \seguro alternativo\, ou auto simplificado.

É uma solução para o mercado que quer ou precisa economizar. A seguradora não quer esse público porque não condiz com a política de preços dela, e há a possibilidade de oferecer o produto a quem já está marginalizado nesse mercado, e que não tem condição de colocar os seguros mais tradicionais\, identifica o executivo.

Segundo Alexandre Camillo, presidente do Sincor SP, outro fator que aumenta o preço dos seguros tradicionais é a reparação de danos, principalmente para carros mais antigos.
Ele ainda ressalta que, muitas vezes o cidadão da classe C, D e E precisa de uma proteção, para cobrir um patrimônio que pode ser muito importante para ele.

\É melhor ter pelo menos o básico do que não ter nada. Fora o fato de que estamos vivendo uma situação de crise, e até mesmo as classes mais altas, como aquele que tem dois ou três carros na garagem não tem condição de pegar um seguro tradicional, acaba buscando opções mais baratas. Até mesmo, simplesmente, porque a crise bateu na porta de muita gente\, destaca Camillo, do Sincor.

Segundo dados da Confederação Nacional de Seguros Gerais (CNseg); apesar da arrecadação do mercado segurador em relação ao automotivos ter crescido 3,5% em 2015 (com relação a 2014); a comparação quadrimestral (quatro primeiros meses do ano) de 2016 em comparação a igual período de 2015 mostra queda de 3,9% no volume arrecadado.

Posternak ressalta, no entanto, que os reflexos da crise no segmento têm gerado algumas mudanças. \A fraude tem aumentado no período de crise de forma notória, e isso traz a elevação do preço do seguro tradicional e, mesmo não sendo concorrentes das seguradoras, também sentimos isso e buscamos plataformas e seletividade para restringir esses impactos\, afirmou ao DCI.

Ele conta que, em relação a 2014, o aumento de ocorrências mensais registradas em uma única base aumentaram 42,8% este ano, saindo de 700 para um total equivalente a mil acionamentos por mês.

\Além de uma inadimplência muito controlada com uma régua de cobrança forte e um relacionamento próximo com o cliente, eu me preocupo muito mais em ter minha carteira saudável. Eu não quero carros com um alto índice de roubo, mas com poucas vendas do produto porque, assim, não fecha a conta\, explica o diretor da Ituran.

Mudança de classe

Segundo os executivos, apesar da \manutenção de crescimento\ do mercado segurador, uma possível tendência do segmento é a maior aderência das classes mais altas que, mesmo limitadas, ainda tem recorrido com mais frequência a esse tipo de cobertura.

Essa, no entanto, não é a primeira vez onde um produto mais em conta ganha esse tipo de aderência. A propensão das classes A e B para opções que pesam menos no bolso também foi confirmada em relação aos consórcios que, tanto para aquisição de bens, como para investimentos, tem ganhado apelo diante clientes de mais alta renda, conforme divulgado pelo DCI, em matéria publicada no último dia 17.

\Muita gente que fazia seguro tradicional e não está mais conseguindo fazer, acaba migrando para o auto simplificado como alternativa de proteção. Além disso, como temos uma média de 90% de recuperação dos carros e uma apresentação mais barata, fica mais fácil para o nosso setor. A nossa expectativa é crescer 30% na nossa base de clientes este ano\, afirma Posternak.
Já segundo Alexandre Camillo, do Sincor-SP, apesar de não mostrar uma \migração acentuada\, esses casos realmente podem acontecer, uma vez que a crise ainda está presente para muitas famílias.

\Talvez, até mais do que a migração é a própria existência do produto, que faz com que o corretor oferte ao cliente certo. Situações de casos pontuais onde a crise bateu à porta existem, mas é mais uma adequação do produto para o cliente certo do que uma transformação do mercado\, conclui.

Seguro contra terceiros volta ao mercado

Segundo Roberto Posternak, diretor comercial da Itura n , em entrevista com o DCI, a companhia trará de volta ao mercado, em parceria com a Mapfre, no começo de julho, o seguro contra terceiros que, segundo o executivo, teve “uma onda forte de pedidos” por parte de clientes.

“O produto adicionará R$ 50 à mensalidade e dará direito à cobertura de R$ 50 mil em danos materiais e corporais ocasionada por terceiros, além de R$ 5 mil em dano moral. Mesmo sem conseguir aumentar esses limites, ainda há outro produto, lançado recentemente, que é a cobertura de perda total por colisão”, completa.

A indenização, no entanto, só existe caso a empresa não recupere o carro ou o devolva com estragos superiores a 75%, contanto que tenham sido decorrentes no roubo ou furto acionado.

Ele ressalta que o apelo do produto da Ituran está tanto na política de preços quanto na concessão do seguro, que não depende de uma análise de perfil do segurado.

“Para a Ituran, é indiferente a questão da idade do veículo ou do condutor, porque quanto maior for o espaço de diferença entre o preço das seguradoras e o meu, maior é a minha capacidade de comercialização. Isso é bom principalmente porque, nesse cenário de recessão, com o aumento de sinistros e a alta na precificação dos seguros mais tradicionais, eu consigo ampliar o meu mercado”, completa.





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