August 23, 2016
Momentos difíceis da economia exigem mais qualificação profissional. A afirmação foi feita pelo presidente do Sincor-RS, Ricardo Pansera, em entrevista exclusiva ao Seguro Gaúcho. Segundo ele, exatamente por essa razão, o Sindicato vem promovendo inúmeros treinamentos técnicos e palestras, entre outros eventos, para ajudar o corretor gaúcho a superar este momento de instabilidade na economia. "Como novidade, tivemos recentemente dois significativos eventos, que foram os seminários realizados no interior, na região central do RS, cidade de Santa Maria e também na região da Serra, em Caxias do Sul. O resultado foi excelente, pois foram discutidos importantes temas como novos produtos e novas oportunidades de negó cios para os corretores prospectarem", destacou Pansera.
Ele acrescentou que o corretor deve estar consciente de que não basta "ser apenas um vendedor". É preciso conhecer tecnicamente em detalhes os produtos das seguradoras parceiras, para disponibilizar o seguro mais adequado aos riscos propostos. "Além de uma relação afinada com o seu cliente, o corretor tem que se posicionar como um consultor de riscos para atender as necessidades de seus segurados", observou.
Para o presidente do Sincor-RS, apesar de o país estar passando por um momento econômico e político crítico, o mercado de seguros ainda se destaca como uma atividade diferenciada, que enfrenta todas estas adversidades apresentando resultados positivos.
Nesse contexto, embora o consumidor esteja amargando perda de receitas, que se reflete diretamente na economia e, consequentemente, na aquisição de seguros, o mercado vem colocando em prática toda a sua criatividade. Assim, de um lado, as seguradoras oferecem condições de pagamento em prazo maior sem juros, reduzem taxas, oferecem produtos simplificados e outros benefícios. Já os corretores de seguros vão em busca das melhores oportunidades para seus clientes, para mantê-los em suas carteiras.
Ele disse ainda que, especificamente no mercado gaúcho, o cenário é agravado por problemas como a falta de segurança para o cidadão e o aumento do índice de desemprego que fomenta o crime. Além disso, a redução do número de policiais instiga a prática de delitos, uma vez que muitos casos ficam impunes. "Esse problema social é extremamente sério e preocupante. Temos discutido com o nosso parceiro aqui no Estado, o Sindicato das Seguradoras e, unidos, realizamos constantes cobranças de atitudes junto aos órgãos de segurança", revelou.
Ricardo Pansera citou a recente aprovação da Lei do Desmonte no estado como uma ação conjunta vitoriosa do Sincor-RS e do SindSeg-RS, que "certamente fará a diferença em um futuro breve, com empresas desmontadoras certificadas pelo Detran-RS em lugar dos desmanches clandestinos.
Outro problema grave é o chamado "seguro pirata", apontado por ele como uma prática predatória e marginal. O presidente do Sincor-RS disse que a principal vítima é o "inocente consumidor", que não tem nenhuma espécie de garantia de que o prometido será cumprido. "Várias pessoas que mantinham os tais contratos de proteção, quando tiveram que utilizá-lo, ficaram desamparados. Há muitas reclamações na rede. Claro, não há reserva legal, e muito menos fiscalização destas associações piratas. Assim, o risco de o usuário não receber o prometido é eminente", alertou.
Pansera frisou ainda que o Sincor-RS já documentou diversos pedidos de providências na Susep e muitas medidas foram adotadas. Porém, na grande maioria dos casos, as associações apelam com medidas judiciais cautelares e permanecem operando. Outra forma de combate adotada e que trouxe resultados foi a orientação das pessoas para que tenham consciência do risco que correm ao adquirir as tais "proteções piratas".
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