Geral
August 26, 2016
A retomada da economia brasileira deve ocorrer em 2017, e a partir de 2018 o crescimento deve ficar na casa de 2,5% a 3,5% ao ano, o que deverá resultar em novo impulso para o setor de seguros, na avaliação de Rodrigo Protásio, CEO da corretora de resseguros JLT.
Com a efetivação do governo interino de Michel Temer, ele acredita em mudanças nas leis de concessões e de licitações que devem permitir o desenvolvimento de novas linhas de negócios e a entrada de novos cedentes na área de contratos.
Protásio prevê que haverá novas demandas em infraestrutra, logística, PPPs (parcerias público-privadas) e capital financeiro (seguros Garantia e Crédito).
A crise atual atingiu em cheio o setor de seguros para infraestrutura. Segundo dados da Susep, no primeiro semestre deste ano houve queda de 31,2% (para R$ 220 milhões) nos prêmios diretos de Riscos de Engenharia, por exemplo, em comparação com o mesmo período de 2015.
“Tivemos um desempenho pífio [em infraestutura]”, afirmou ele a Risco Seguro Brasil. “O que performou em Garantia foi o Garantia Judicial, quase não tivemos obras; o que teve em Riscos de Engenharia foram basicamente endossos de obras anteriores. Sem a volta do crescimento não vamos quebrar esse ciclo vicioso.”
De acordo com Protásio, o país parou de investir em infraestrutura nos últimos 24 meses. “Um grande impulso para o crescimento passa pela revisão da lei, que precisa ficar menos xenófoba; isso ajudaria muito a destravar os investimentos do exterior para cá.”
Para ele, a ampliação do seguro Garantia dos atuais 5% das obras para 30%, mudança que está em discussão no Congresso Nacional, demandará mais capacidade do mercado e, consequentemente, mais resseguro. “O mercado está bem alinhado para isso”, diz. “Pode ter lobby [contra] de algumas empreiteiras que não querem [a mudança] porque estão agora com dificuldade de obter limites muito altos, mas é uma mudança necessária”
O CEO da JLT, cuja matriz fica em Londres, acredita que a mudança pode ajudar a mudar a forma como são feitas as obras públicas até agora no Brasil, e que gerou situações como as expostas pela Operação Lava Jato. “O pessoal vivia viciado em aditivo contratual, a obra começava nas coxas, com um processo básico mal aprovado e depois se fazia um aditivo. Isso não funciona e precisa mudar. O seguro pode ajudar neste processo.”
Para os compradores de seguros, Protásio diz que a “boa notícia” é que o mercado deve continuar soft por mais um tempo, com tarifas baixas decorrentes da grande oferta de capital no mercado global e taxas de juros baixas (ou mesmo negativas) nos países desenvolvidos.
Ele, no entanto, vê o fim do ciclo soft no momento em que os Estados Unidos aumentarem sua taxa básica de juros, que deverá reduzir a liquidez global e diminuir a capacidade ofertada pelo mercado segurador.
O executivo, que participou do XV Encontro Anual do Comitê do Setor Elétrico da Associação Brasileira de Gerenciamento de Riscos (ABGR); realizado em São Paulo entre 24 e 26 de setembro, diz que o crescimento demandará mais energia elétrica — o que deve tirar o setor da situação de excesso de oferta em que se encontra atualmente.
Um crescimento do PIB entre 2,5% e 3,5% vai demandar por ano 3.000 MW de energia, diz o executivo, o que equivale a uma nova usina de Jirau (obra localizada em Rondônia que tem capacidade de produzir 3.800 MW).
Ele afirma que a expansão das fontes renováveis (como eólicas) ganhará força e defende que a política para usinas nucleares seja repensada no país. “(A energia nuclear) precisa ser desmilitarizada. Há empresas que podem atuar de maneira muito eficiente nesta área.”
August 26, 2016
Para CEO Rodrigo Protásio, efetivação do governo e novas leis de licitações e concessões devem beneficiar infraestrutura e demanda por coberturas
A retomada da economia brasileira deve ocorrer em 2017, e a partir de 2018 o crescimento deve ficar na casa de 2,5% a 3,5% ao ano, o que deverá resultar em novo impulso para o setor de seguros, na avaliação de Rodrigo Protásio, CEO da corretora de resseguros JLT.
Com a efetivação do governo interino de Michel Temer, ele acredita em mudanças nas leis de concessões e de licitações que devem permitir o desenvolvimento de novas linhas de negócios e a entrada de novos cedentes na área de contratos.
Protásio prevê que haverá novas demandas em infraestrutra, logística, PPPs (parcerias público-privadas) e capital financeiro (seguros Garantia e Crédito).
A crise atual atingiu em cheio o setor de seguros para infraestrutura. Segundo dados da Susep, no primeiro semestre deste ano houve queda de 31,2% (para R$ 220 milhões) nos prêmios diretos de Riscos de Engenharia, por exemplo, em comparação com o mesmo período de 2015.
“Tivemos um desempenho pífio [em infraestutura]”, afirmou ele a Risco Seguro Brasil. “O que performou em Garantia foi o Garantia Judicial, quase não tivemos obras; o que teve em Riscos de Engenharia foram basicamente endossos de obras anteriores. Sem a volta do crescimento não vamos quebrar esse ciclo vicioso.”
De acordo com Protásio, o país parou de investir em infraestrutura nos últimos 24 meses. “Um grande impulso para o crescimento passa pela revisão da lei, que precisa ficar menos xenófoba; isso ajudaria muito a destravar os investimentos do exterior para cá.”
Garantia ampliado
Para ele, a ampliação do seguro Garantia dos atuais 5% das obras para 30%, mudança que está em discussão no Congresso Nacional, demandará mais capacidade do mercado e, consequentemente, mais resseguro. “O mercado está bem alinhado para isso”, diz. “Pode ter lobby [contra] de algumas empreiteiras que não querem [a mudança] porque estão agora com dificuldade de obter limites muito altos, mas é uma mudança necessária”
O CEO da JLT, cuja matriz fica em Londres, acredita que a mudança pode ajudar a mudar a forma como são feitas as obras públicas até agora no Brasil, e que gerou situações como as expostas pela Operação Lava Jato. “O pessoal vivia viciado em aditivo contratual, a obra começava nas coxas, com um processo básico mal aprovado e depois se fazia um aditivo. Isso não funciona e precisa mudar. O seguro pode ajudar neste processo.”
Para os compradores de seguros, Protásio diz que a “boa notícia” é que o mercado deve continuar soft por mais um tempo, com tarifas baixas decorrentes da grande oferta de capital no mercado global e taxas de juros baixas (ou mesmo negativas) nos países desenvolvidos.
Ele, no entanto, vê o fim do ciclo soft no momento em que os Estados Unidos aumentarem sua taxa básica de juros, que deverá reduzir a liquidez global e diminuir a capacidade ofertada pelo mercado segurador.
Energia
O executivo, que participou do XV Encontro Anual do Comitê do Setor Elétrico da Associação Brasileira de Gerenciamento de Riscos (ABGR); realizado em São Paulo entre 24 e 26 de setembro, diz que o crescimento demandará mais energia elétrica — o que deve tirar o setor da situação de excesso de oferta em que se encontra atualmente.
Um crescimento do PIB entre 2,5% e 3,5% vai demandar por ano 3.000 MW de energia, diz o executivo, o que equivale a uma nova usina de Jirau (obra localizada em Rondônia que tem capacidade de produzir 3.800 MW).
Ele afirma que a expansão das fontes renováveis (como eólicas) ganhará força e defende que a política para usinas nucleares seja repensada no país. “(A energia nuclear) precisa ser desmilitarizada. Há empresas que podem atuar de maneira muito eficiente nesta área.”
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