September 2, 2016
As operadoras de saúde vão defender que o chamado plano popular – proposto pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, para levar mais clientes para o setor suplementar – tenha cobertura igual à do Sistema Único de Saúde (SUS).
Hoje, algumas terapias inovadoras, como medicamentos quimioterápicos, são oferecidas somente pelos planos de saúde. “Nossa proposta é que o rol de cobertura mínima definido pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) seja mantido, mas que ele siga as mesmas regras da Conitec (Comissão de Incorporação de Tecnologias no SUS); que é quem define o que é coberto na rede pública”, disse ao Estado Pedro Ramos, diretor da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge); durante congresso da entidade, realizado ontem em São Paulo.
A proposta do setor será levada ao grupo de trabalho que discute o modelo de plano popular a ser apresentado. A primeira reunião da comissão foi feita anteontem e contou com participantes das operadoras, hospitais, médicos e entidades de defesa do consumidor, além de membros do Ministério da Saúde e da ANS.
Retrocesso
Segundo Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da ProTeste, que participou da reunião de ontem, nenhuma proposta concreta foi feita, mas a sugestão de equiparação das coberturas do SUS e dos planos seria um “retrocesso”. “Precisamos esperar o que vai vir para avaliar melhor, mas consideramos que o que já tem no rol é direito adquirido dos consumidores e isso não deve ser alterado”, disse.
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