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Como o RS superou a meta de redução da acidentalidade da ONU

Programas consistentes de fiscalização de trânsito, aplicação mais célere das penalidades, diálogo com a s ...



Geral
October 20, 2016

Programas consistentes de fiscalização de trânsito, aplicação mais célere das penalidades, diálogo com a sociedade civil, união de esforços entre diversos órgãos, tecnologia e muita educação. Essas são algumas das ações que ajudaram o Rio Grande do Sul a superar a meta da redução da acidentalidade para a metade da Década de Ação pela Segurança no Trânsito. O case do Estado foi apresentado na manhã de ontem (18); no terceiro dia da Conferência do Conselho Internacional sobre Álcool, Drogas e Segurança no Trânsito, que reúne especialistas de mais de 35 países em Gramado.

Na contramão do país e a despeito do crescimento da frota e da população, o Rio Grande do Sul registrou em 2015 a maior redução da acidentalidade dos últimos anos. Foram 15% menos mortes e 16% menos acidentes fatais em relação ao ano anterior. A redução se mantém em 2016, com 9% menos vítimas do que o mesmo período do ano passado.

Balanço da primeira metade da Década de Ação pela Segurança no Trânsito aponta que o Estado reduziu os índices de 20 para 16 óbitos a cada 100 mil habitantes. A meta da ONU para o período era uma redução de 31%, ou seja, 50% da tendência para 2015 se nenhuma ação fosse tomada. O RS alcançou redução de 36% em relação à tendência, o que representa 291 vidas preservadas no período.

O diretor-geral do Detran/RS, Ildo Mário Szinvelski, apresentou algumas ações que contribuíram para o resultado. Embora os fatores da acidentalidade no trânsito sejam complexos, é possível apontar alguns caminhos:

1) Programas consistentes de fiscalização de trânsito

A Balada Segura é um programa permanente de fiscalização de trânsito focado na embriaguez ao volante. São 28 municípios do Estado integrados. Na Capital, com equipes de agentes própria e com o órgão municipal (EPTC); são realizadas blitze diárias durante as noites e madrugadas. O programa vem crescendo ao longo do tempo. Em 2015, a BS aumentou em 46% o número de operações, 49% os veículos abordados e 67% das autuações. A tecnologia é aliada na fiscalização. A utilização do talonário eletrônico de multas agiliza a abordagem e minimiza erros.

Além da Balada Segura, a Viagem Segura mobiliza os órgãos de fiscalização nos feriados e datas comemorativas, intensificando a fiscalização nas estradas e vias municipais. Ambos os programas também realizam ações educativas e campanhas de conscientização dos motoristas.

2) União de esforços entre órgãos com competências diversas

Programas como a Balada Segura e a Viagem Segura só foram possíveis graças à integração de esforços com órgãos de todas as esferas (municipal, estadual, federal) e de várias competências.

Para facilitar essas parcerias e pensar novas estratégias para reduzir a acidentalidade, o Estado criou o Comitê Estadual de Mobilização pela Segurança no Trânsito, que envolve também a sociedade civil organizada.

3) Celeridade na aplicação das penalidades

Não adianta fiscalizar, se as penalidades não são aplicadas com celeridade, perdendo seu caráter educativo. No RS, o Detran/RS reorganizou seus processos internos e utilizou a tecnologia para agilizar a instauração de processos de suspensão do direito de dirigir. O número foi aumentando gradualmente ao longo dos anos. Só em 2015, o incremento foi de 57% em relação ao ano anterior.

4) Combate à impunidade

Além da celeridade na aplicação das penalidades, o Estado buscou soluções para problemas históricos, como a cobrança das multas de estrangeiros. Como um estado de fronteira, a circulação de veículos de países vizinhos é intensa, especialmente no verão. Mesmo com a fiscalização, sem conseguir cobrar as multas, a impunidade (e a consequente imprudência) imperavam.

5) Diálogo com a sociedade civil

Dentro da ideia de buscar soluções inovadoras e criativas para os complexos problemas do trânsito, o Estado buscou envolver a sociedade civil. Foram criados comissões e grupos de trabalho com grupos de ciclistas, transportadores de passageiros e cargas e um grupo específico para escrutinar todo o processo de habilitação, envolvendo CFCs, diretores de ensino, instrutores e servidores do Detran/RS. Esses grupos já desenvolveram diversos estudos, diagnósticos, ações e proposições específicas para os públicos envolvidos.

6) Educação para o trânsito

Missão das mais importantes de qualquer órgão de trânsito, a educação para o trânsito vem sendo modernizada no Rio Grande do Sul, buscando uma linguagem mais atual e novas formas de atingir um público cada vez mais diversificado e conectado. Com a tecnologia, foi possível alcançar mais gente através de cursos EAD (sem deixar de lado encontros presenciais). As redes sociais permitiram uma comunicação mais próxima com o cidadão e a realização de campanhas com menos recursos financeiros.

7) Qualificação do processo de habilitação

A melhoria do processo de habilitação tem sido preocupação central no RS. Com a ajuda da tecnologia e qualificação dos recursos humanos, muito se avançou. Simuladores, filmagem e registro eletrônico das aulas e provas, biometria e prontuário médico eletrônico são alguns exemplos.

8) Propostas de alteração da legislação

A evolução da legislação também foi importante para a redução da acidentalidade. Muitas das alterações recentes no Código de Trânsito Brasileiro foram sugeridas a partir da experiência gaúcha, como a pacificação da aplicação da multa para a recusa ao etilômetro. O Detran/RS ainda sugere uma série de mudanças, como a criminalização da divulgação das blitze nas redes sociais.





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